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Pão de Açúcar apresenta bondinhos fabricados na Suíça

A nova cabine revelada depois que o pano foi puxado com a corda.

(swissinfo.ch)

Em clima de festa foi realizada no Rio de Janeiro a cerimônia de apresentação dos novos bondinhos do Pão de Açúcar.

As quatro novas cabines do teleférico mais famoso do Brasil, fabricadas pela empresa suíça CWA, foram elogiadas pelos turistas e cariocas presentes ao evento.

Em clima de festa, numa manhã de sábado (27) premiada com o sol e o calor típicos da primavera carioca, foi realizada no Rio de Janeiro a cerimônia de apresentação dos novos bondinhos do Pão de Açúcar.

A beleza e o design moderno das quatro novas cabines do teleférico mais famoso do Brasil, fabricadas pela empresa suíça CWA, foram elogiadas pelos turistas e cariocas presentes ao evento e receberam a benção do cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Scheid.

Além de Dom Eusébio, participaram da cerimônia de apresentação o secretário municipal de Turismo do Rio, Rubem Medina (representando o prefeito Cesar Maia) e a presidente da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, Maria Ercilia Leite de Castro, administradora do bondinho.

Também estiveram presentes na ensolarada manhã carioca o presidente da CWA, o suíço Felix Rhyner, e o presidente da Doppelmayr Global Transport Technology, o austríaco Michael Doppelmayr. Maior fabricante mundial de teleféricos, o Doppelmayr Group adquiriu a empresa suíça em 2002.

As quatro novas cabines foram fabricadas na sede da CWA, em Olten, e o projeto foi concluído com precisão suíça: "A CWA é maravilhosa. Eles entregaram as cabines um dia antes do combinado", conta Maria Ercilia, com o ar divertido de quem sabe o quanto concluir projetos na data marcada é coisa rara no Brasil. As novas cabines do bondinho do Pão de Açúcar, segundo a executiva, devem entrar em funcionamento no início de dezembro.

Uma honra para o fabricante suíço

Felix Rhyner também não escondeu sua satisfação com a parceria: "Estar no Pão de Açúcar é uma honra para a CWA. É um enorme prazer termos nossos produtos na América do Sul, especialmente no Rio de Janeiro, que é uma destinação turística única. Todos da CWA estamos muito felizes com isso", disse o presidente da empresa suíça.

A experiência de fabricar as novas cabines do bondinho, segundo Rhyner, foi "um verdadeiro desafio" para a CWA: "Nós assinamos o contrato em janeiro e enviamos as cabines ao Brasil em agosto. Foram apenas sete meses, englobando as etapas de elaboração do projeto e de fabricação", disse.

"O desafio para nós foi tentar obter uma réplica, uma cabine similar à antiga cabine, mas fabricada com um design melhorado e com as técnicas de construção utilizadas atualmente", contou Rhyner, revelando que as novas cabines foram feitas em alumínio, a partir da tecnologia conhecida como space frame.

Maior conforto

Cada uma das quatro novas cabines do bondinho do Pão de Açúcar poderá transportar até 65 passageiros por viagem. Elas medem 5,4x3 metros, com estrutura em duralumínio e vidros fumê anti-reflexo. Na parte interna, um moderno painel de operações e mais conforto para os usuários.

"Haverá som ambiente, e a atual barra central será substituída por quatro barras verticais que permitem melhor circulação interna. A ventilação da cabine também será melhorada, com seis saídas de ar e quatro exaustores no teto", afirma uma nota distribuída pela Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar.

Elogios aos suíços

Antes de abençoar as novas cabines, Dom Eusébio Scheid chamou a atenção para o caráter místico do passeio ao Pão de Açúcar: "Aqui vêm pessoas de todo tipo, mas especialmente aquelas que estão cheias de esperança e com a visão aberta para mais do que aquilo que se vê imediatamente", disse o cardeal arcebispo que, durante a benção, elogiou os suíços "por sua técnica e seu exemplo de seriedade em tudo o que fazem".

Maria Ercilia Leite de Castro agradeceu o esforço da empresa suíça: "Foi um trabalho supercaprichado, que fugiu da linha de fabricação deles. A CWA teve dedicação exclusiva e também um carinho muito grande pelo Pão de Açúcar. A relação com a CWA foi uma experiência muito feliz e fica a amizade que fizemos com o Felix e a equipe dele", disse a presidente da Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar .

"A amizade nasceu porque tivemos várias reuniões de trabalho no Rio e nossos técnicos foram fazer treinamento em Olten", conta Maria Ercilia. Ela ganhou de Felix Rhyner um gigantesco tablete de chocolate Toblerone. Para a Companhia Caminho Aéreo Pão de Açúcar, o presente foi um sino enfeitado com a bandeira da Suíça (daqueles típicos dos Alpes, que se penduram nos pescoços das vacas). O objeto deve passar a fazer parte da decoração do escritório da empresa brasileira.

swissinfo, Maurício Thuswohl, Rio de Janeiro

Uma ligação afetiva

A instalação de novas cabines no teleférico do Pão de Açúcar faz parte das comemorações pelos 95 anos desse que, ao lado do Cristo Redentor, é o ponto turístico mais conhecido do Rio de Janeiro. Desde 1912, quando começou a operar, o bondinho já transportou 36 milhões de pessoas. Atualmente, cerca de duas mil pessoas por dia visitam o complexo turístico. As partidas acontecem a cada 20 minutos, com uma primeira parada no Morro da Urca e a segunda no Pão de Açúcar propriamente dito.

Produzidas pela empresa italiana Nardo em 1971 e inauguradas no ano seguinte, as atuais cabines serão substituídas após 35 anos de atividade ininterrupta. Elas ainda se encontram em bom estado de conservação, mas a troca por modelos mais novos faz parte da política de segurança preventiva adotada pela administração do Pão de Açúcar desde sua fundação.

A ligação afetiva dos cariocas com o velho bondinho é grande: "A festa de hoje não é somente para apresentarmos os novos bondinhos, mas também para prestarmos uma última homenagem aos que ainda estão em funcionamento", disse a presidente da Caminho Aéreo Pão de Açúcar, Maria Ercilia Leite de Castro. Após a aposentadoria, que deve acontecer no início de dezembro, um dos atuais bondinhos ficará exposto na Praça dos Bondes, localizada no Morro da Urca, ao lado do antigo modelo que funcionou entre 1912 e 1972.

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