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País entra na comunidade de nações

(Keystone Archive)

A Suíça enterra um de seus exotismos. Tendo Genebra como sede européia da ONU, o país foi o último, com exceção do Vaticano, a aderir às Nações Unidas.

Como nas melhores provas esportivas, o suspense durou até os últimos minutos.

Sair do isolamento

Os adeptos da adesão à ONU, entre eles o governo federal e boa parte da iniciativa privada, ganharam apenas na reta final. Uma aliança dessas geralmente ganha fácil em muitos países, na Suíça nem sempre, daí o resultado ser considerado como histórico.

O resultado foi apertado mas se a política é a arte do possível, a adesão à ONU foi aprovada sem entusiasmo nem euforia mas, mesmo assim, aprovada.Em 1986 os suíços haviam rejeitado a adesão.

Depois disso, a conjuntura internacional mudou mas, mesmo assim os suíços tinham sérias dúvidas. A principal era o receio de perder a neutralidade, princípio que evitou ao país participar das duas grandes guerras mundiais.

Austria e Suecia, também neutros, entraram na ONU e garantem que é possível manter a neutralidade dentro das Nações Unidas. Com a adesão, a Suíça muda de estatuto, passando de simples observador a ter direito de voto.

Mudanças na diplomacia

Rapidamente, sem dúvida, a Suíça vai defender o direito de entrar no Conselho de Segurança, órgão-chave da ONU. Durante a campanha , o governo defendia a idéia de que poderia defender melhor sua política humanitária dentro da ONU.

Terá agora de passar da retórica aos atos e provar que isso é possível, mantendo a neutralidade. Com o direito de voto, a Suíça também estará sujeita a pressões e compor alianças entre os 190 países membros da ONU.

A diplomacia de observação vai, portanto, mudar. Parece pouco mas não é para um país que aprecia o isolamento e está habituado a olhar para os demais com um um certo ar de superioridade.

swissinfo

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