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Papa Francisco responde a perguntas de jornalistas em sua tradicional entrevista coletiva a bordo do voo para Roma após visita a Portugal, em 13 de maio de 2017

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O papa Francisco declarou neste sábado que esperava poder entender-se com o presidente americano Donald Trump, a quem receberá no dia 24 de maio no Vaticano, garantindo que nunca "julga uma pessoa sem antes escutá-la".

Perguntado no avião em que voltava de Portugal, o papa não quis abordar os temas sobre os quais diverge de Trump, como mudanças climáticas e migrações.

"Nunca julgo ninguém sem escutá-la. Acho que não se pode fazer isso. Direi o que penso, ele dirá o que pensa", apontou.

"Sempre (há) portas que não se fecharam", insistiu, explicando que seu método era "buscar as portas que ao menos estão um pouco abertas, entrar e falar de coisas comuns, e ir em frente, passo a passo".

"A paz é artesanal, se faz a cada dia. E também a amizade entre as pessoas, o conhecimento mútuo, o carinho são artesanais", explicou o pontífice argentino.

Donald Trump visitará o Vaticano em sua primeira viagem ao exterior como presidente, que o levará a Arábia Saudita e Israel, depois a Bruxelas e novamente à Itália, para a cúpula do G7 em Taormina (Sicília).

Em fevereiro de 2016, quando Trump ainda era candidato às primárias republicanas, o papa afirmou que "uma pessoa que quer construir muros e não pontes não é cristã".

A declaração provocou uma reação indignada do magnata, que considerou "vergonhoso" que uma liderança religiosa "coloque em dúvida a fé de alguém".

Quando Donald Trump tomou posse, em 20 de janeiro, o papa rezou para que suas decisões fossem "guiadas pelos ricos valores espirituais e éticos" do povo americano, com uma "preocupação pelos pobres e pelos excluídos".

AFP