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Paula Forteza, durante entrevista à AFP em Buenos Aires, no dia 5 de junho de 2017

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Paula Forteza tem 30 anos e era uma desconhecida empreendedora quando embarcou no movimento centrista do presidente francês Emmanuel Macron, que venceu no domingo as eleições legislativas e fez desta franco-argentina uma deputada.

Fã do rock latino de Charly García e Soda Stereo, Forteza foi eleita no domingo como deputada por um círculo eleitoral para defender os interesses e representar os franceses que vivem na América Latina.

Em maio, foi escolhida como candidata do partido A República em Marcha (LRMS) de Macron, a mais jovem do grupo de concorrentes que se apresentaram às eleições legislativas de 11 e 18 de junho na França.

Forteza nasceu em Paris em uma família argentina. Seus pais se mudaram para Buenos Aires quando tinha sete anos.

Foi nesta cidade que cursou o ensino primário, médio (no liceu franco-argentino Jean-Mermoz) e ingressou na Universidade Torcuato di Tella, antes de voltar ais 23 anos para Paris e concluir seus estudos na prestigiosa faculdade de Sciences Po.

Seu primeiro compromisso político, logo após terminar o ensino médio, foi a criação de uma seção do Partido Socialista francês na Argentina, em 2007.

Mas como muitos de sua geração, decepcionou-se com o partido e deixou a militância até que surgiu o Em Marcha!, o partido que sacudiu a política francesa este ano.

"O movimento me inspirou", disse à AFP, enfatizando ter sido atraída pela "ideia de renovação política, de modernização da economia mantendo a proteção social, o apoio aos empreendedores".

A jovem deputada, que vai acompanhar na quarta-feira o presidente Macron quando receber o seu colega colombiano Juan Manuel Santos, somou 43% dos votos no primeiro turno, impondo-se no domingo, com 60% dos votos, contra o deputado em fim de mandato Sergio Coronado (França Insubmissa-EELV, esquerda).

Depois de uma breve experiência na prefeitura de Buenos Aires, Forteza trabalhou dois anos no Etalab, um serviço sob autoridade do primeiro-ministro francês encarregado da abertura dos dados públicos.

No início de 2017, criou com parceiros uma empresa especializada em estratégias e práticas de abertura, uma aventura que "permanecerá entre parênteses" após sua posse como deputada.

Tal como os outros deputados franceses no exterior, sua sede será Paris três semanas por mês e depois uma semana em algum momento nesta circunscrição que se estende desde a fronteira sul com os Estados Unidos até Ushuaia, incluindo o Caribe.

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AFP