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Pesquisa mostra crise nas escolas públicas suíças

Professores afirmam que têm de fazer muito mais que ensinar Keystone Archive

Sinais de mal-estar e de esgotamento emocional são cada vez mais freqüentes entre os professores das escolas públicas na Suíça . Isso é o que mostra uma pesquisa recente realizada em Basiléia pelo psicólogo Eberhard Ulich do Instituto do Trabalho de Zurique.

Este conteúdo foi publicado em 06. junho 2002 - 14:00

Os motivos para o descontentamento são vários e há um novo sentimento de que ser professor significa fazer mais do que ensinar. Os professores sentem-se obrigados a dedicar seu tempo com atividades que nada tem a ver com o ensino, provocando um sentimento de frustração nos profissionais. Cerca de um terço do total trabalha no limite de suas forças emocionais.

Causas variadas

O estudo indica que para 70% dos professores a sobrecarga principal vem dos alunos considerados problemáticos. A violência na escola mostra a necessidade de impôr limites, mas nem sempre os educadores sentem-se capazes de lidar com esta nova realidade. Palavras que pareciam ultrapassadas como disciplina e cordialidade estão de volta e são a nova tendêcia para combater o avanço do problema.

A heterogeneidade das classes e o aumento das tarefas administrativas são outros dos problemas que aumentam a insatisfação. Além disso, a pesquisa ressalta a falta de transparência da direção das escolas em relação aos que lecionam. A ausência de objetivos definidos estaria prejudicando as relações entre os diferentes níveis hierárquicos.

Apesar de o estudo ter se limitado à cidade de Basiléia, na parte francesa do país, os professores enfrentam os mesmos problemas.

Formação contínua

De acordo com a professora Sonia Waller, mudar para uma escola particular de Genebra foi a única solução para pôr fim ao seu sentimento de impotência. "Gosto que prestem atenção quando falo e quero ser capaz de mudar as coisas que não funcionam em classe. Quando algo não vai bem, a direção oferece apoio e convoca os pais do aluno para uma reunião", diz.

Para as escolas públicas, o desafio está presente. A questão principal evidenciada pelo estudo diz respeito ao novo papel dos educadores. Segundo Ulich, a resposta está na necessidade de formação contínua. Sair da escola, viver experiências novas e aprender outras coisas ajudariam os professores a exercer esse novo papel.

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