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Pobreza continua estável na Suíça

A Suíça tem 380 mil pessoas que, estatisticamente, podem ser consideradas pobres.

(Keystone)

Entre 2000 e 2006 a pobreza permaneceu praticamente estável na Suíça, atingindo nove por cento da população entre 20 e 59 anos, conforme estudo divulgado pela Departamento Federal de Estatísticas (OFS).

Durante a primeira métade da década, a pobreza oscilou entre 7,2 e 9,1%. A taxa de trabalhadores pobres ficou entre 3,9 e 5%.

O Departamento Federal de Estatísticas (OFS) estuda há alguns anos a pobreza das pessoas residentes na Suíça e em idade de trabalhar. O objetivo é medir a importância do fenômeno e identificar os grupos de risco.

Segundo os dados que a OFS acaba de divulgar, a porcentagem de pessoas consideradas pobres ficou praticamente estável entre 2000 e 2006. Aproximadamente 9% das pessoas entre 20 e 59 anos, em 2006, podiam ser consideradas pobres. Em 2000, eram 9,1%.

Qual é o limite?

No mesmo período, a taxa de trabalhadores pobres (working poor, no termo em inglês) oscilou entre 3,9 e 5%. Em 2006, a taxa foi de 4,5%. Essa estabilidade é devida à melhor situação do mercado de trabalho.

Para fixar o limite de pobreza, vários critérios entram em consideração: aluguel, alimentação, vestuário, consumo de energia, transporte, comunicação, seguro de saúde (obrigatório na Suíça), formação, algumas formas de lazer e outros itens.

Feitos os cálculos, em 2006, o limite de pobreza era estabelecido através da renda de 2.200 francos suíços para uma pessoa só, de 3.800 para uma pessoa com dois filhos menores e de 4.650 para um casal com dois filhos.

Portanto, toda pessoa entre 20 e 59 anos cuja renda, deduzidos os impostos e as cotizações sociais, que tenha rendas abaixo desses limites pode ser considerada pobre. Se essa pessoa vive em uma família cujos membros trabalham menos de 36 horas por semana, ela também é considerada como trabalhador pobre.

Grupos de risco

As categoria mais expostos ao fenômeno da pobreza são as famílias monoparentais, famílias numerosas, famílias cujos pais são muito jovens, as pessoas sem qualificação e ou de origem estrangeira e os independentes sem mandato com empresas.

No contexto internacional, a Suíça tem um limite de pobreza superior ao de outros países "comparáveis". Em 2006, o limite suíço era de 55,3% da renda média nacional (depois de pagos impostos e cotizações sociais).

Outros países

Nos países da OCDE (Organização de Desenvolvimento e Cooperação na Europa), o limite é fixado em 50% da renda média. Nos Estados Unidos, o limite é de 42%. O Eurostat, órgão de estatísticas da União Européia (UE) não estabelece o nível de probreza, mas o risco de pobreza, fixado em 60% da renda média. Em 2008, a OFS também passará a calcular o risco de pobreza.

A taxa de 9% de pobres em 2006 corresponde a 380 mil pessoas na Suíça. Os trabalhadores pobres são aproximadamente 150 mil. Cerca de 45% das pessoas pobres estão desempregadas ou são inativas. A Suíça tem 7,4 milhões de habitantes de acordo o Departamento Federal de Estatísticas (OFS).

swissinfo com agências

Critérios

Para fixar o limite de pobreza, vários critérios entram em consideração: aluguel, alimentação, vestuário, consumo de energia, transporte, comunicação, seguro de saúde (obrigatório na Suíça), formação, algumas formas de lazer etc.

Feitos os cálculos, em 2006, o limite de pobreza era de 2.200 francos suíços para uma pessoa sózinha, de 3.800 para uma pessoa com dois filhos menores e de 4.650 para um casal com dois filhos.

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Superávit

Por coincidência, a divulgação do estudo constatando que a pobreza não diminuiu ocorreu no mesmo em que o Ministério das Finanças divulgou um superávit de 4,1 bilhões nas contas do governo, em 2007.

Foram 3 bilhões a mais do que o previsto, essencialmente devido ao aumento das receitas fiscais. Em editorial do dia 13/3, o Correio de Genebra destaca que o aumento da riqueza não reduziu a situação precária de uma parcela da população.

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