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Suíça quer dar primeiro passo para paz na Ucrânia

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A tão esperada cúpula para a paz na Ucrânia, realizada no resort Bürgenstock, próximo a Lucerna, pode ser apenas o começo. Keystone / Michael Buholzer

A presidente da Suíça, Viola Amherd, acredita que a conferência de paz para a Ucrânia, organizada em meados de junho, é apenas um prelúdio para novas negociações.

“Está claro para nós que não assinaremos um acordo de paz no final da conferência”, disse a ministra da Defesa Amherd, que ocupa a presidência rotativa da Suíça este ano, ao Frankfurter Allgemeine Zeitung (publicado na sexta-feira). Ambas as partes precisam estar à mesa para a paz, disse ela, referindo-se ao fato de que a Rússia não está participando da cúpula. “A Rússia também poderia estar presente em uma possível conferência posterior.”

De acordo com a Suíça, mais de 80 países confirmaram sua participação, incluindo a Alemanha, com o chanceler Olaf Scholz. A própria Rússia não foi convidada para a conferência que ocorrerá nos dias 15 e 16 de junho no resort Bürgenstock, acima do Lago de Lucerna, embora o governo de Moscou também tenha indicado que não enviaria representantes mesmo se tivesse sido convidado.

+ Não há paz sem a palavra da Rússia

Amherd continuou dizendo que a conferência tinha como objetivo criar uma plataforma de diálogo na qual a primeira etapa seria discutir como a paz poderia ser alcançada na Ucrânia. Não se trataria de paz na Ucrânia em um sentido restrito, mas “apenas” de questões humanitárias, segurança nuclear, liberdade de navegação e segurança alimentar. “Queremos construir confiança e buscar soluções para essas questões, que são importantes para a população civil e, mais tarde, também para a paz”, explicou.

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Amherd enfatizou que também era importante para o sucesso da conferência a participação de países próximos à Rússia. A Índia se comprometeu a participar. No caso da África do Sul, nada foi definitivamente decidido ainda. De acordo com uma declaração pública, a China cancelou, mas também disse que atribui grande importância à conferência de paz. As conversações ainda estão em andamento.

“Foi importante para nós que não apenas os países da Europa Ocidental e os EUA estivessem participando. Cerca de metade dos mais de 80 participantes que já confirmaram presença é da Europa Ocidental, e a outra metade é da África, América do Sul e Ásia. Portanto, o Sul Global está representado”, afirmou Amherd.

Traduzido por Deepl/Fernando Hirschy

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