Ajuda ao desenvolvimento da Suíça irá se concentrar nas metrópoles

Nunca tantas pessoas viveram em metrópoles no mundo: se hoje são mais de quatro bilhões, até 2050 esse número aumenta para cinco. Como evitar que esse processo de crescente urbanização não provoque mais desigualdades ou destruição do meio ambiente? A cooperação suíça procura respostas.

Este conteúdo foi publicado em 29. junho 2018 - 12:56
Christina Stucky
Um prédio residencial na China, um dos países que mais têm se urbanizado nos últimos anos. Imaginechina

O desafio da urbanização é premente nos países pobres e em desenvolvimento. As metrópoles em todo o globo crescem com tanta rapidez, que os urbanistas não dão conta. Pouco mais de 15% da população mundial vivia na África sessenta anos atrás. Em 2050 essa proporção irã aumentar até 65%.

"Desenvolvimento das cidades e campos de forma sustentável" é o tema da conferência anual da Direção para Desenvolvimento e Cooperação (Deza, na sigla em alemão) e da Secretaria de Estado para Economia (Seco), que ocorre hoje em Berna. Através do exemplo do Tschad e África do Sul, os cooperantes suíços irão mostrar suas propostas para ajudar a resolver os diferentes problemas nesses países.

Pobreza faz cidades crescerem

No Tschad, um país que continuará predominantemente agrário, um dos grandes desafios é a segurança alimentar. E ela está sob risco devido ao aquecimento global.

O exemplo da África do Sul mostra também os problemas vividos pelas metrópoles. Ao contrário da Europa, onde a urbanização não foi impulsionada pela industrialização, nela as cidades crescem devido à pobreza das populações nos meios rurais, explica Sithole Mbanga, diretor da rede South African Cities Network.

"Teoricamente a urbanização promove a criação de empregos, mas esse não é o caso da África do Sul. Nós vivemos as vantagens da urbanização, mas não como na Europa. Muitas pessoas na África do Sul originarias do campo se mudam para as cidades, mas acabam se decepcionando."

"Township" Alexandra, nos subúrbios de Johannesburgo: a maior cidade da África do Sul recebe a cada mês 20 mil novos habitantes. Getty Images

Interdependência

Em geral, a urbanização sustentável é possível, mas exige que as áreas rurais e urbanas não sejam consideradas separadamente, diz Craig Hatcher, Assessor de Governança da Helvetas, uma organização suíça de ajuda humanitária. A crescente interdependência está mudando os papéis tradicionais da cidade e do país, diz Hatcher.

O Deza concentra-se nas populações mais pobres, residentes de áreas rurais ou urbanas. "Embora seja verdade que a pobreza predominou nas áreas rurais, essa tendência está mudando. Há cada vez mais pobreza em torno e dentro das cidades ", diz Thomas Gass, vice-diretor do Deza.

Imagem obsoleta do Deza

O envolvimento da Helvetas nas cidades é também uma oportunidade para "modernizar a imagem ultrapassada da cooperação para o desenvolvimento", diz Hatcher. Devido a esta "mudança da pobreza nas cidades", é necessário mudar essa imagem frente aos doadores e levantar fundos adicionais para iniciativas urbanas, mas não às custas da população rural desfavorecida.

Novas metas

A 11ª meta de desenvolvimento sustentável prevê que, até 2030, "as cidades serão projetadas para serem inclusivas, seguras e sustentáveis". Em 2017, a comunidade internacional criou uma visão para as cidades sustentáveis ​​com a "Nova Agenda Urbana", na qual todos os moradores deveriam se beneficiar igualmente do crescimento urbano.

End of insertion

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo