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Limitações europeias às bolsas suíças provoca indignação

O governo suíço considerou discriminatória a decisão da União Européia de conceder um mero acesso limitado ao mercado de ações europeu, e está reconsiderando sua contribuição de CHF 1,3 bilhões (US$ 1,32 bilhão) para o bloco de 28 países.

Este conteúdo foi publicado em 21. dezembro 2017 - 16:29
swissinfo.ch/urs
Leuthard deu uma conferência de imprensa após uma sessão extraordinária do Conselho Federal Keystone


"A Suíça cumpre todas as condições para o reconhecimento da equivalência do mercado de ações tanto quanto os outros países terceiros que receberam reconhecimento indefinido", afirmou a presidente Doris Leuthard em um comunicado na sequência de uma reunião extraordinária do Conselho Federal hoje (21.12)

Ela também anunciou que o governo decidiu reforçar a competitividade do setor financeiro da Suíça, preparando-se para derrubar o imposto de selo - um imposto sobre operações de valores mobiliários e seguros.

Leuthard disse que o governo tinha fortes dúvidas sobre a legalidade da decisão da UE, acrescentando que a vinculação de um dossiê técnico bilateral com questões institucionais era inaceitável.

Bruxelas disse no início dessa semana que o acesso ilimitado às bolsas de valores da UE estará sujeito a progressos substanciais nas negociações com a Suíça sobre um tratado abrangendo os mais de 120 acordos bilaterais existentes.

"A decisão de hoje da União Europeia também prejudica as relações bilaterais em outros dossiês importantes", afirmou Leuthard nesta quinta-feira. Ela acrescentou que o governo suíço quer desenvolver essas relações, apesar das diferenças significativas.

"Um pré-requisito para superar essas diferenças é a vontade de ambas as partes de realizar discussões objetivas em uma atmosfera de confiança".

Otimismo manchado

A briga acontece um mês após uma visita a Berna do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Na ocasião, ambos os lados expressaram otimismo sobre o fim do impasse após a decisão dos eleitores suíços de reintroduzir quotas de imigração para os cidadãos da UE.

Em uma primeira reação, o Partido Popular da Suíça, com sua forte posição anti-UE, criticou o governo por sua falta de liderança, pedindo retaliação imediata, incluindo a suspensão da participação suíça em um programa de reassentamento para imigrantes nos países da UE.

Os outros dois partidos de centro-direita chamaram a decisão de Bruxelas de "inaceitável".

Por sua vez, o partido socialista pediu que o governo esfriasse os ânimos com Bruxelas. O partido argumenta que foi errado estimular os "especuladores do mercado de ações" ao anunciar o fim do imposto de selo.

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