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Dois executivos suíços são condenados à prisão na Líbia

Embaixada suíça em Trípoli

Os dois executivos suíços retidos desde julho de 2008 na Líbia foram condenados a 16 meses de prisão e a uma multa equivalente a 1600 francos cada, acusados de irregularidades com vistos.

A informação, publicada pela agência de notícias francesa AFP, foi confirmada pelo Ministério suíço das Relações Exteriores e pela empresa ABB. O julgamento por um tribunal especial líbio teria ocorrido in absentia, isto é, sem a presença dos réus.

Os dois homens continuam na embaixada da Suíça em Trípoli, explicou o porta-voz do ministério, Lars Knuchel, nesta terça-feira. Segundo ele, a sentença foi proferida na segunda-feira (30/11).

O Ministério das Relações Exteriores (DFAE, na sigla em francês) informou que continua em estreito contato com os familiares dois suíços e coordena os próximos procedimentos. Também o grupo ABB, empregador dos dois executivos, confirmou a sentença, mas não revelou detalhes.

O Ministério das Finanças, comandado pelo atual presidente suíço Hans-Rudolf Merz, que em agosto passado tentou resolver a crise com a Líbia, não se pronunciou sobre a sentença, indicando que a coordenação do caso está com o DFAE.

Prisão e outro processo

De acordo com a decisão do tribunal líbio, os dois réus devem efetivamente cumprir a pena – apenas lhes foi concedida uma redução dos 20 dias que estiveram presos em julho de 2008, informou a agência de notícias AFP. Na época, eles tinham sido libertados mediante pagamento de fiança, mas continuaram retidos na Líbia.

Segundo as agências de notícias AFP e Reuters, o tribunal os condenou por violação da regulamentação sobre visto de permanência no país. Eles têm uma semana para apelar da sentença. Continua tramitando uma segunda ação judicial contra os dois suíços por suposta atividade econômica ilegal, informou a agência de notícias AFP, citando uma fonte judicial líbia que não quis ser identificada.

Atritos nas relações bilaterais

A prisão dos dois suíços ocorreu quatro dias depois da detenção temporária de Hannibal Kadafi, filho do líder líbio Muammar Kadafi, e de sua mulher, em Genebra, sob denúncias, depois abandonadas, de maus tratos a dois empregados domésticos. Na sequência, ocorreram atritos entre os dois países.

Em uma viagem-relâmpago a Trípoli, em 20 de agosto de 2009, o presidente suíço Hans-Rudolf Merz apresentou desculpas pela operação "injustificada" da prisão de Hannibal Kadafi. Os dois países assinaram um acordo para normalizar as relações bilaterais em 60 dias e instituir um tribunal arbitral para analisar o caso Hannibal.

Após seu retorno a Berna, Merz disse que Trípoli havia se comprometido a permitir a volta dos reféns à Suíça até o final de agosto, o que não aconteceu. Também um encontro de Merz com Muammar Kadafi, em 24 de setembro passado, em Nova York, não teve resultados.

Odisseia dos reféns

Novos atritos ocorreram em setembro, quando os dois suíços foram levados para um lugar desconhecido. As autoridades líbias disseram que haviam temido que os reféns pudessem ser libertados por um comando suíço.

Somente no começo de novembro, eles foram levados novamente de volta à embaixada da Suíça em Trípoli. Observadores atribuíram isso à mudança de estratégia do governo suíço. Em protesto contra o comportamento Trípoli, o Conselho Federal (Executivo suíço) sustou no começo de novembro o acordo de 20 de agosto, que não chegou a ser cumprido pela Líbia.

swissinfo.ch com agências


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