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Eleitores rejeitam proibição de minaretes, diz pesquisa

Minarete da Fundação Cultural Islâmica, em Genebra.

(Reuters)

Os eleitores suíços tendem a rejeitar a polêmica iniciativa popular contra a construção de minaretes. É o que aponta a primeira pesquisa de opinião pública sobre a votação de 29 de novembro.

Também a iniciativa pela proibição da exportação de armas é rejeitada no momento, mas por uma margem surpreendentemente apertada.

Pouco mais de um mês antes da votação, a iniciativa contra minaretes seria rejeitada por 53% dos eleitores, aponta uma pesquisa representativa feita pelo instituto GFS, de Berna, por encomenda da Sociedade de Radiodifusão Suíça (SRG SSR idée suisse), à qual pertence a swissinfo.ch.

Segundo a sondagem, apenas 34% dos entrevistados aprovariam a iniciativa (entre os eleitores da conservadora União Democrática de Centro, este índice chega a 67%), e 13% ainda estão indecisos.

Os partidos de esquerda rejeitam a proposta. O maior índice de rejeição é registrado entre os eleitores do Partido Verde (73%).

Os defensores da iniciativa popular querem que seja incluída na Constituição suíça a seguinte frase: "A construção de minaretes é proibida".

O Parlamento, o governo, vários partidos políticos e organizações não-governamentais recomendam a rejeição da proposta pelo eleitorado.

Segundo os autores da pesquisa, nas próximas semanas, o percentual dos que apóiam a iniciativa possivelmente aumentará, "mas não deverá ultrapassar o número dos que dizem não".

Os autores da iniciativa disseram na quinta-feira (22/10), no lançamento de sua campanha para a votação, que querem defender a ordem jurídica suíça contra ambições do "islã político". Eles argumentam que a proibição de minaretes não representaria um risco à paz religiosa na Suíça.

Exportação de armas

Bem mais divididos estão os eleitores suíços quanto à segunda iniciativa polêmica a ser votada em 29 de novembro: a da proibição da exportação de material bélico.

Surpreendentemente, 41% dos entrevistados apóiam a iniciativa. A última proposta nesse sentido foi rejeitada em plebiscito em 1997 por 77,5% dos eleitores que foram às urnas.

Apenas uma pequena maioria de 44% rejeita a iniciativa do Grupo Suíça sem Exército (GSoA) – 15% dos entrevistados ainda estão indecisos.
Segundo os pesquisadores, o argumento mais convincente a favor da iniciativa é que a Suíça não deve se enriquecer com a venda de material bélico.

A iniciativa refere-se a exportações num valor entre 140 milhões de francos em 1995 e 722 milhões de francos no ano passado e que envolvem entre 5 mil e 10 mil empregos no país.

Quanto à terceira iniciativa, sobre um financiamento especial do tráfico aéreo (pouco divulgada pela mídia), 32% dos entrevistados se mostram indecisos; 42% aprovam a mudança constitucional; e 26% a rejeitam.

Segundo o estudo do GFS, a participação nos plebiscitos de 29 de novembro próximo deve girar em torno de 44% do eleitorado, o que corresponde ao índice médio de participação das últimas décadas.

swissinfo.ch

Contexto

A iniciativa popular "contra a construção de minaretes" foi lançada em maio de 2007 por um grupo conservador suíço.

O texto obteve 114.895 assinaturas de apoio, entregues dia 8 de julho de 2008 na Chancelaria Federal, em Berna.

Os promotores da iniciativa afirmam que querem conter a "crescente islamização de nosso país", sem limitar a prática da religião muçulmana.

Ele argumentam que o minarete não tem nada a ver com o conteúdo da fé, mas é um símbolo de um "imperialismo político-religioso".

O governo e o Parlamento suíços consideraram o texto válido para ser submetido a plebiscito, mas recomendaram claramente a rejeição pelos eleitores.

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(swissinfo.ch)


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