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Europa preocupada com suas fronteiras



Mal-entendidos nas fronteiras suíças e em outras partes da Europa.

Mal-entendidos nas fronteiras suíças e em outras partes da Europa.

(Keystone)

O acordo de livre circulação de pessoas na Europa, o chamado Espaço Schengen, passa por uma crise causada pela chegada massiva de exilados do norte da África nas fronteiras externas do continente.

As autoridades europeias se reuniram na quinta-feira (12/5) em Bruxelas para decidir sobre eventuais controles nas fronteiras nacionais, melhores controles nas fronteiras externas de Schengen e as condições para conceder ajuda aos países do sul do Mediterrâneo.

A questão principal foi como melhorar o funcionamento do Espaço Schengen. Pois todos os ministros concordam que o funcionamento do acordo deve ser melhorado.

Mas atenção: Schengen e seu corolário, a liberdade de circulação de pessoas, "é um dos maiores avanços na Europa, que deve ser preservado", insistiu o ministro do Interior húngaro Sandor Pinter, que presidiu a reunião.

Vários ministros já avisaram: cuidado para não provocar um efeito dominó. O alemão Hans Peter Friedrich advertiu sobre o risco de "uma espiral perigosa": um país que fecha sua fronteira coloca uma nova pressão na fronteira de seu vizinho, que acaba sendo levado a fazer o mesmo. É o fim de Schengen.

Várias pistas

Como melhorar o acordo Schengen? Várias pistas: reforço dos controles nas fronteiras externas de Schengen, com mais solidariedade: os países do interior (Alemanha, Holanda, Suíça, etc) devem ajudar os países da costa (Grécia, Itália, Malta).

O ministro francês Claude Guéant propôs que os recursos da Frontex, a agência europeia de vigilância das fronteiras, seja revistos em alta e que seja criado um sistema europeu de guardas de fronteira: uma serpente do mar europeia que poderia finalmente ver o dia...

Outra solução proposta por Paris e Roma: ampliar as possibilidades de controles nacionais, restabelecendo os controles fronteiriços "a título excepcional e como um último recurso", esclarece Sandor Pinter. Ninguém no conselho considerou ter sido uma má ideia, tampouco se mostrou algum entusiasmo pela a mesma. A França até voltou atrás nas suas posições: "não queremos menos Europa, mas muito mais Europa", defendeu-se Claude Guéant, falando aos seus pares de “mal-entendidos que precisam ser dissipados".

Posições radicais rejeitadas

Dito isto, o conselho vai trabalhar para definir os critérios desse recurso. "Temos que evitar decisões descoordenadas", insistiu a comissária encarregada da Imigração, Cecilia Malmström, causando um pouco de preocupação à ministra suíça Simonetta Sommaruga: "Nós não vamos aceitar que a União Europeia ou a Comissão decida quem deve proteger suas próprias fronteiras".

Os ministros vão continuar o trabalho no início de junho, deixando aos Chefes de Estado e de Governo da UE a adoção da reforma para o final do mês. O Parlamento Europeu também deve se pronunciar a respeito e os parlamentares já advertiram que irão se opor a qualquer medida que mine os acordos de Schengen.

Até o líder dos conservadores, o francês Joseph Daul, se distanciou das posições da linha dura: "A resposta à onda de imigrantes que ganham nossas praias em condições precárias, que morrem no mar, tem sido o fechamento de fronteiras. Será que tudo isso é digno da Europa, de seus valores e de seus ideais? Eu acho que não".

Gesto suíço

Suíça tem a intenção de acolher de 10 a 20 refugiados do norte da África, anunciou em Bruxelas Simonetta Sommaruga, ministra da Justiça.

Esses imigrantes fazem parte de um grupo de cerca de

1000 pessoas

que necessitam de proteção e que buscaram refúgio em Malta. Um gesto de solidariedade com Malta, segundo a ministra.

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Pressões para modificar Schengen

Modificações do Tratado. Na ocasião da 29ª Cimeira franco-italiana realizada em 26 de abril, em Roma, Nicolas Sarkozy e Silvio Berlusconi disseram ser a favor de "mudanças" no Tratado de livre circulação de Schengen.

Refugiados da Tunísia.

A vontade de modificar o tratado, restabelecendo, em alguns casos, os controles nas fronteiras nacionais, foi provocada pelo afluxo de imigrantes tunisianos na costa italiana. E por uma disputa entre Roma e Paris, por causa da Itália ter concedido autorizações de residência de seis meses a mais de 20 mil tunisianos que desembarcam no país, desde janeiro, através da ilha de Lampedusa, para em seguida ir para a França.

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Adaptação: Fernando Hirschy, swissinfo.ch


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