Limite às torcidas é uma 'ameaça existencial' para times suíços

O FC Basel diz que a 'redução drástica' do número de torcedores permitidos nos estádios afetou o clube seriamente. Keystone

O FC Basel foi informado de que pode ter apenas 1.000 torcedores em casa, enquanto o FC Sion foi ordenado a jogar à portas fechadas, já que as autoridades locais na Suíça diminuíram ainda mais os limites para aglomerações em jogos de futebol em meio a uma onda intensa de casos de Covid-19.

Este conteúdo foi publicado em 22. outubro 2020 - 13:31
Reuters/ts

Enquanto isso, a Liga Suíça de Futebol disse que a próxima partida do Basel em casa, contra o Lausanne no domingo, tinha sido adiada porque o time estava em quarentena por causa de um jogador que testou positivo para o coronavírus após uma sessão de treinamento. A partida anterior do Basel contra o FC Zurique também havia sido cancelada.

Embora o governo federal tenha dito no mês passado que os clubes profissionais de futebol e hóquei no gelo poderiam ter estádios até dois terços lotados, a palavra final cabe às autoridades locais que impuseram novos limites. No domingo, os Young Boys de Berna também foram obrigados a limitar os espectadores a 1.000.

O presidente do FC Basel, Roland Heri, disse que o clube, que contou com quase 10.000 torcedores em uma recente partida em casa contra o FC Luzern, lamentou a decisão, acrescentando que eles haviam introduzido medidas de saúde eficazes.

"É uma punhalada no coração de todos os torcedores de futebol e amantes do esporte. Atinge-nos com muita força", disse ele em uma declaração do clube.

"A drástica redução na capacidade dos torcedores é uma grande pena, tendo em vista os enormes esforços que foram necessários para criar o atual conceito de proteção. O esquema de proteção no St Jakob Park foi implementado de forma exemplar pelos torcedores no jogo contra o FC Luzern e funcionou muito bem".

'Desafio existencial'

Heri disse que a falta de receitas para o dia do jogo criaria um "desafio existencial" para o Basel, 20 vezes campeões suíços.

Já o presidente do Sion, Christian Constantin, disse ao jornal Le Matin que seria melhor suspender a liga e reiniciar com uma competição mais curta depois da virada do ano.

A Suíça registrou quase 400 novos casos por 100.000 pessoas nas últimas duas semanas, uma das taxas mais altas da Europa.

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