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Restrições da Covid devem continuar por mais tempo, diz governo

Berset (à esquerda; com o porta-voz do governo André Simonazzi) diz que o governo se reunirá novamente em meados de fevereiro para considerar os próximos passos no tratamento da crise da Covid pelo governo. Keystone/Anthony Anex

O Ministro do Interior Alain Berset diz que é pouco provável que a Suíça alivie suas restrições anti-Covid antes do final de fevereiro, em meio a temores de novas cepas do vírus.

Este conteúdo foi publicado em 03. fevereiro 2021 - 17:03
swissinfo.ch/urs

Ele também disse que não era realista esperar que as medidas, em vigor desde meados de janeiro, fossem todas suspensas.

"O governo está enfrentando um dilema", disse ele em uma coletiva de imprensa na quarta-feira. Berset explicou que o número de casos confirmados estava caindo lentamente, mas novas variantes de coronavírus representavam um risco real de uma terceira onda de infecções na Suíça.

Berset também apontou que o valor chave de reprodução do vírus (o fator R) havia aumentado para acima de 1, alimentando a preocupação de que o número de infecções poderia estar aumentando.

"A situação é semelhante à do início de outubro do ano passado", disse Berset. "Mas há incerteza sobre o desenrolar nas próximas semanas".

Ele pediu que as pessoas mantenham regras rígidas de higiene e respeitem as restrições impostas pelo governo, notadamente a proibição de reuniões com mais de cinco pessoas de mais de duas residências.

Vacinações

O governo decidiu pagar os custos da vacinação anti-Covid para certos trabalhadores transfronteiriços, diplomatas sediados na Suíça e funcionários de organizações internacionais.

O objetivo é tornar as vacinas acessíveis a todos os residentes que não fizeram seguro de saúde regular, de acordo com o Departamento Federal de Saúde Pública.

Cerca de 150.000 pessoas devem ser beneficiadas com a decisão. O custo previsto é de CHF 3,5 milhões (US$ 3,9 milhões).

Enquanto isso, o governo assinou acordos adicionais com empresas farmacêuticas para adquirir 12 milhões de doses extras de vacinas anti-Covid em meio a atrasos no fornecimento.

Cinco milhões de doses foram asseguradas pela empresa farmacêutica alemã CureVac através do governo sueco e mais seis milhões pela empresa americana Moderna.

Também foi alcançado um acordo preliminar com a empresa Novavax nos Estados Unidos.

Atrasos

No total, o governo suíço assinou acordos com cinco fabricantes de vacinas para quase 33 milhões de doses, mas a entrega das vacinas está atrasada.

"Queremos estar preparados para lidar com possíveis novas variantes da Covid e continuar nossa estratégia de diversificação", disse Nora Kronig do escritório de saúde.

A agência médica de vigilância, Swissmedic, anunciou na quarta-feira que havia pedido informações adicionais à empresa sueco-britânica AstraZeneca sobre a vacina Oxford/AstraZeneca antes de considerar sua aprovação.

O governo encomendou 5,3 milhões de doses da AstraZeneca.


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