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Teste nuclear Suíça se oferece para mediar crise coreana

A Suíça engrossou o protesto internacional contra o último teste nuclear norte-coreano e ofereceu seus serviços para mediar negociações entre as principais nações envolvidas.

Teste balístico na Coréia do Norte

Foto divulgada pela agência de notícias norte-coreana, exibindo um teste de mísseis que aconteceu no dia 29 de agosto. 

(Keystone)

Após uma declaração do Ministério do Exterior, domingo à noite, a presidente Doris Leuthard confirmou a disponibilidade da Suíça em agir como mediadora para ajudar a resolver a crise, incluindo a organização de possíveis negociações ministeriais.

A agència Reuters citou-a dizendo que "é hora de sentar-se agora à mesa". Porém, acrescentou ela, "nas próximas semanas tudo dependerá de como os EUA e a China poderão influenciar essa crise". Leuthard também advertiu contra "reações excessivas".

Seus comentários vieram um dia depois do anúncio, por parte da Coréia do Norte, de que o país, isolado como pária pela comunidade internacional, havia realizado seu teste mais poderoso até o momento de uma bomba subterrânea de hidrogênio - e apenas alguns dias após o lançamento-teste de mísseis balísticos sobre o Japão.

O Ministério das Relações Exteriores da Suíça criticou o teste, dizendo que "ele vai contra os esforços da comunidade internacional em relação à não-proliferação de armas nucleares, em especial os esforços para implementar o tratado que proíbe completamente os testes nucleares".

À medida que as tensões aumentam na região, e em particular em Washington, onde o presidente Trump condenou vigorosamente o que ele vê como provocações da Coréia do Norte, o Ministério do Exterior pediu calma.

"A Suíça está convencida de que o fim dos problemas nucleares e de segurança na península coreana só pode ser alcançado no âmbito de um processo diplomático negociado", afirmou.

Esforços diplomáticos

Os esforços atuais da Suíça para acalmar as tensões na região incluem um apoio contínuo à não-proliferação e à eliminação total das armas nucleares, incluindo o Tratado CTBT que proíbe todos os testes atômicos, negociado em Genebra entre 1994 e 1996.

A Coréia do Norte, juntamente com a Índia e o Paquistão, nunca assinou o texto. O país também se retirou do Tratado de não-proliferação de armas nucleares (TNP) em 2003.

A Suíça, como grande parte da comunidade internacional, também impõe uma série de sanções econômicas contra a Coréia do Norte, reforçado no Conselho de Segurança da ONU no mês passado.

A nação alpina também organizou repetidas rodadas de negociação entre a China, os Estados Unidos, e a Coréia do Norte, enquanto tropas suíças encontram-se atualmente implantadas na zona de demarcação entre a Coréia do Sul e a Coréia do Norte, na Zona Demilitarizada Coreana (DMZ).

Em Nova York, na segunda-feira, o Conselho de Segurança da ONU está realizando sua segunda reunião de emergência em uma semana para discutir a resposta aos testes nucleares e balísticos da Coréia do Norte.

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