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Presidente fala aos suíços do estrangeiro

(swissinfo.ch)

Referindo-se à versão gravada de seu discurso, Moritz Leuenberger, disse que a música que precede seu discurso "é de corneta dos Alpes, com bateria e acordeão (...) e não um toque de sinos como é habitual num 1° de agosto".

"Mas não há nada a temer", avisa Leuenberger. "Na próxima visita à Suíça, vocês constatarão que as igrejas de nosso país não perderam os sinos, mas há algo de novo no ar. O repertório da "Orquestra Helvécia" está mais rico, com novas tonalidades, novos instrumentos e novas obras."

A Suíça em mutação

"Muita gente se irrita com o passado e o idealiza. A imagem que eles têm da pátria é de nostalgia e lembranças de tempos que não voltam mais. Essa imagem também pode tornar-se uma quimera, da mesma maneira que nós, que vivemos e trabalhamos na Suíça, nos surpreendemos a sonhar e a alimentar visões quiméricas do país em que desejaríamos viver. Ninguém sabe disso melhor que vocês."

Outrora, vocês - ou seus antepassados - fizeram as malas e tentaram o desconhecido, romperam as amarras para buscar uma vida melhor; colocando em questão as tradições, vocês deram-lhes um novo conteúdo, remodelado à sua maneira. Assim, criaram uma nova pátria, mantendo o que a Suíça representa para vocês."

"Da mesma maneira, todos os que vêm hoje para a Suíça, contribuem para forjar a identidade do país."

"Vocês celebram o primeiro de agosto, comemorando, segundo a tradição, o nascimento da pátria-mãe. Alguns escolheram outra data para marcar o evento provando, assim, que o que vale, além das convenções, é mais o sentido profundo da Confederação, que poderíamos chamar de valores intrínsecos da Suíça."

"Isso quer dizer:

- a vontade de viver em harmonia, no respeito à diversidade cultural e linguística;
- a preocupação de justiça social e de solidariedade, pelo indivíduo e pelo mundo;
- a vontade de permitir a cada um - mas também às gerações futuras - de se desenvolver em um meio ambiente saudável e de se sentir em segurança."

"Esses valores, nós queremos conservar! E é repensando ou remodelando as tradições que nós poderemos mantê-los. Somente dessa maneira conseguiremos preservar o essencial pois, para ser fiel a si mesmo, é preciso saber evoluir."

"Cada vez mais, a tradição de solidariedade de nosso país será acompanhada de para o mundo. A Suíça é solicitada a ampliar seu papel na cenário internacional, sobretudo se ela aderir à ONU; o concerto das nações será enriquecido de uma voz nova, a voz da Suíça. É justamente por isso que a Suíça poderá continuar a ser o que é."

"Prezados compatriotas, onde quer que vocês tenham escolhido se estabelecer, estou feliz em participar da composição de uma partitura da Suíça de amanhã."

Mauritz Leuenberger, presidente da Confederação.

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