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Presidente suíço responde às críticas das ONGs

Pour Samuel Schmid (à droite), la qualité prime sur la quantité. Keystone

Antes da abertura da cúpula da ONU, em Nova York, o presidente Samuel Schimid defende a política suíça de ajuda ao desenvolvimento.

Este conteúdo foi publicado em 14. setembro 2005 - 15:40

Ele responde às críticas das organizações não governamentais (ONGs) que acusam o governo de não cumprir suas promessas e de ir a Nova York de mãos abanando.

A Cúpula, da qual deverão participar dirigentes de 170 países, reúne-se para tentar dar novo impulso aos objetivos do milênio para o desenvolvimento, vasto programa visando reduzir a pobreza e promover o desenvolvimento.

Dez dias atrás, várias organizações não governamentais suíças (ONGs) criticaram duramente o governo por estar longe de dedicar 0,7% do produto nacional bruto (PNB) à ajuda ao desenvolvimento, objetivo fixado pela ONU para 2015. Atualmente, a ajuda suíça é de 0,41%.

O presidente suíço em exercício, Samuel Schmid respondeu às críticas em coletiva à imprensa, em Nova York, e insistiu na qualidade da ajuda que, segundo ele, é mais importante que a quantidade.

"A Suíça mantém sua tradição de ajuda ao desenvolvimento de qualidade e por isso o montante gasto é menos importante; o que conta é ajudar os países que realmente necessitam", afirmou.

Schmid lembrou que "o governo aumentou os recursos para ajuda ao desenvolvimento e que a situação continuará a ser reavaliada".

Atos e não promessas

Por outro lado, o presidente suíço não tem certeza que os países que prometeram cumprir o objetivo fixado pela ONU serão capazes de fazê-lo. "Não se ajuda os países em desenvolvimento com promessas mas com algo concreto", disse Schmid.

Peter Maurer, embaixador suíço junto às Nações Unidas, estima que a Suíça não deve envergonhar-se de sua ajuda ao desenvolvimento.

"A Suíça fez grandes esforços nesses últimos anos para honrar seus compromissos", declarou o diplomata a swissinfo. Somos um doador importante e nossa cooperação ao desenvolvimento é, certamente, em termos reais, acima da média dos outros países".

Peter Maurer acrescentou: "compreendo que as ONGs podem achar nossos compromissos aquém de suas expectativas mas, ao menos, eles correspondem ao que fazemos realmente. Não são apenas promessas".

«Um mal sinal»

Essas declarações não impressionam Bastienne Joerchel, responsável de política do desenvolvimento da Aliança Sul, que congrega várias Ongs.

De acordo com ela, somente quatro países da OCDE - grupo dos países mais industrializados - não aumentaram sua ajuda ao desenvolvimento nas proporções fixadas pela ONU. A Suíça é um deles.

"Um país tão rico, percebido pelo mundo como um grande banco internacional, dá um mal exemplo e não podemos aceitar essa posição. A Suíça deve contribuir em termos reais e concretos a aumentar a ajuda internacional ao desenvolvimento", afirma Joerchel.

Um copo meio cheio

Com relação à Cúpula de Nova York - que foi precedida de duras negociações sobre o documento final - Samuel Schmid não está tão pessimista como muitos observadores.

Segundo o presidente suíço, as pessoas talvez esperem demais de uma organização onde se confrontam muito interesses antagônicos.

"A Suíça trabalhou duro para obter mais, mas o resultado final será um copo meio cheio e não meio vazio", na interpretação de Schmid.

Para o secretário-geral da ONU, o documento que será discutido nos próximos três dias representa "um importante passo adiante".

"Evidentemente, não obtivemos tudo o que queríamos. Não é fácil chegar a um acordo entre 191 países membros, admite Kofi Annan, mas só podemos trabalhar como o que nos deram".

swissinfo, Adam Beaumont, Nova York.

Breves

- Mais de 170 chefes de Estado e de governo estão reunidos em Nova York para a maior cúpula da história das Nações Unidas.

- As negociações do documento final foi motivo de divisões em certos temas como terrorismo, criação de um Conselho dos Direitos Humanos, reforma da ONU e medidas de luta contra a pobreza e o subdesenvolvimento.

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