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Presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da China, Xi Jinping, se reúnem em Pequim, em 2015 01/09/2015 REUTERS/Parker

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Por Corina Pons

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, está viajando para a China para discutir acordos econômicos, à medida que o país membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atingido por profunda crise político-econômica, busca convencer seu principal financiador asiático a desembolsar novos empréstimos.

"Eu estou indo com grandes expectativas e nos veremos novamente em poucos dias com grandes conquistas", disse o líder de esquerda nesta quarta-feira em uma transmissão estatal do aeroporto, sem fornecer detalhes.

O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu a um pedido de comentário e não foi imediatamente possível obter um comentário do governo chinês.

Ao longo de uma década, a China investiu mais de 50 bilhões de dólares na Venezuela por meio de acordos de empréstimo por petróleo que ajudaram Pequim a garantir o suprimento de energia para sua economia em rápido crescimento, ao mesmo tempo em que fortalecia um aliado anti-Estados Unidos na América Latina.

O fluxo de caixa parou há quase três anos, no entanto, quando a Venezuela solicitou uma mudança nos termos do pagamento, em meio à queda na produção de petróleo e nos preços da commodity, que empurrou a economia estatal para um colapso hiperinflacionário.

Em julho, o Ministério das Finanças da Venezuela disse que receberia 250 milhões de dólares do Banco de Desenvolvimento da China para aumentar a produção de petróleo, mas não ofereceu detalhes. A Venezuela aceitou anteriormente um empréstimo de 5 bilhões de dólares da China para seu setor de petróleo, mas ainda não recebeu o valor total.

O consultor local Asdrubal Oliveros, que acompanha de perto os empréstimos chineses, disse nesta quarta-feira que a Venezuela está perto de fechar um novo empréstimo de 5 bilhões de dólares para financiar projetos de petróleo.

Pequim estava esperando que Maduro anunciasse uma série de medidas econômicas, incluindo uma desvalorização acentuada e controles cambiais mais flexíveis, antes de oferecer novos recursos, disse Oliveros.

(Por Corina Pons)

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