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Jean-Yves Le Drian vai ocupar a pasta das Relações Exteriores

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Dois líderes socialistas, centristas, um ex-ministro de direita, um ambientalista muito popular e uma campeã de esgrima das Antilhas: conheça os perfis dos principais ministros do novo governo francês, de Emmanuel Macron:

- Relações Exteriores: Jean-Yves Le Drian -

Ministro da Defesa durante todos os cinco anos do presidente socialista François Hollande, este bretão de 69 anos elogiado por seu pragmatismo, discrição e eficiência tem sido um líder de guerra e campeão das exportações de armas.

Ao lado de François Hollande, este homem que esconde o punho sob uma aparente tranquilidade engajou o exército francês em quatro frentes: no Sahel, na África Central, no Iraque/Síria contra o grupo Estado Islâmico (EI) e na França com a operação antiterrorista Sentinela.

Socialista moderado, expressou no final de março seu apoio a Emmanuel Macron, que não tem experiência internacional, trazendo-lhe um caução de peso na frente de combate ao terrorismo e sobre as principais questões de política internacional.

- Forças Armadas: Sylvie Goulard -

Pouco conhecida dos franceses, esta centrista de 52 anos construiu parte de sua carreira em Bruxelas, especialmente como conselheira do presidente da Comissão Europeia, o italiano Romano Prodi, entre 2001 e 2004.

Eurodeputada desde 2009, esta europeísta convicta quer "restaurar o desejo pela Europa" e acredita no motor franco-alemão para fazer a UE avançar.

Elegante, de cabelo curto e castanho, é fluente em alemão, inglês e italiano.

Advogada por formação, publicou, entre outros livros, "L'Europe pour les nuls" ("A Europa para os iniciantes", tradução livre), um livro educativo sobre o funcionamento das instituições europeias, e "Goodbye Europe", pouco antes do referendo britânico sobre o Brexit.

- Interior: Gérard Collomb -

O prefeito socialista de Lyon, a terceira maior cidade da França, símbolo do social-reformismo, integrará pela primeira vez aos 69 anos um governo depois de quarenta anos de disputas eleitorais.

Este homem de ar austero, senador desde 1999, apoio de longa data de Emmanuel Macron, foi às lágrimas no dia de sua posse.

De reputação eficaz, mas considerado autoritário, multiplicou os projetos para modernizar a cidade que ele governa desde 2001, com simpatizantes à direita e ao centro.

- Economia: Bruno Le Maire -

Ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus (2009) e ministro da Agricultura (2009-2012) do presidente direitista Nicolas Sarkozy, o deputado de 48 anos foi um dos primeiros líderes da direita a se propor a trabalhar com o novo presidente centrista.

Um estudante brilhante, que optou pela diplomacia, fluente em alemão, este homem de imagem tecnocrata permaneceu por muito tempo nas sombras de gabinetes ministeriais antes de ser eleito deputado em 2007 e reeleito em 2012.

Candidato mal sucedido nas primárias da direita para a eleição presidencial de 2017, se juntou à campanha do conservador François Fillon, mas a abandonou após o escândalo de empregos fictícios envolvendo a família do candidato.

Sua frase "meu intelecto é um obstáculo" lhe valeu o grande prêmio de humor político em 2016.

- Justiça: François Bayrou -

Veterano da política francesa, ex-ministro da Educação (1993-1997) e deputado, este líder centrista de 65 anos foi três vezes candidato presidencial, sem nunca chegar ao segundo turno, em 2002, 2007 e 2012.

Crítico da bipolarização da política francesa, defensor da criação de um "eixo central", ativista incansável de um centro independente, este filho de agricultor, católico e laico, tornou-se em fevereiro o primeiro apoio de peso a Emmanuel Macron fora da esfera socialista.

Em troca, este estudioso do sudoeste do país obteve a promessa de uma lei de moralização da vida pública e a nomeação de uma centena de candidatos de seu movimento, o Modem, nas eleições legislativas de junho sob o bandeira presidencial.

- Transição ecológica: Nicolas Hulot -

Este ex-apresentador de televisão de 62 anos, que trabalhou por 25 anos no serviço de aventura e ecologia, tinha até agora recusado todas as ofertas de ministério.

Muito popular, presidente de uma fundação que leva seu nome, pai de dois filhos, diz ser "independente" - e é politicamente difícil de classificar.

Na eleição presidencial de 2012, foi derrotado nas primárias dos ecologistas antes de votar na esquerda radical.

Este ano, disse que iria votar "sem nenhuma hesitação" por Emmanuel Macron no segundo turno, citando "um voto da razão."

- Esportes: Laura Flessel -

A ex-esgrimista Laura Flessel, de 45 anos, pode se gabar de uma impressionante carreira: cinco vezes medalha olímpica, seis vezes campeã mundial e uma vez campeã da Europa. Encerrou sua carreira profissional no esporte em 2012.

AFP