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Projeto Social de empresa suíça será levado para Índia e China

O projeto Escola no Campo desenvolvido pela Syngenta no Brasil ganhou um prêmio interno em nível mundial e será traduzido para outros países ainda neste ano.

A intenção é criar uma nova geração de agricultores para preservar o meio ambiente através do uso de tecnologias de produção de alimentos saudáveis.

Segundo Egídio Moniz, gerente de Stewardship da empresa, responsável pelo projeto, a intenção é criar uma nova geração de agricultores mais conscientes da necessidade de
preservar o meio ambiente através de conceitos úteis como demonstrar a importância do uso de tecnologias de produção de alimentos saudáveis, informar sobre a necessidade das crianças evitarem contato com agrotóxicos e dos pais e das comunidades em utilizar de forma correta e segura os defensivos agrícolas.

Ele explica que o projeto teve início em 1991 quando o governo do Estado de São Paulo convidou a Sygenta a desenvolver um projeto para crianças no meio rural. "O trabalho deu tão certo que empresa decidiu levar para outras regiões do país. Desde o inicio o projeto atingiu 340 mil crianças no Brasil. Só em 2005 foram 26 mil em 11 Estados da Federação" comenta o executivo.

O projeto é resultado de parcerias da empresa com vários níveis de governo, cooperativas e universidades e levou a empresa a desenvolver um kit com uma cartilha e dois jogos. Após o uso do material didático os alunos devem promover entrevistas com seus pais e parentes produzindo uma pesquisa de campo que acaba por conscientizar os adultos sobre a temática.

Os resultados levaram a empresa no Brasil a participar do Sygenta Awards 2005, onde as várias sucursais apresentam seus projetos. No ultimo concurso, 688 projetos foram inscritos em 4 categorias e o Escola do Campo ganho primeiro lugar na categoria saúde.

De acordo com Egidio Moniz os outros braços da empresa espalhados pelo mundo se interessaram pela proposta do projeto brasileiro. Num primeiro momento o material será levado para a China e para Índia. Tanto que já esta sendo feita a tradução, inicialmente, para o inglês de todo o material. Mas não é somente um mero trabalho de versão para outra língua. Os profissionais envolvidos no projeto estão buscando forma de adaptar as informações do kit para os demais países através de pesquisas sobre as culturas.

O gerente de Stewardship da Sygenta explica no Brasil eles trabalham com as lendas do folclore nacional e que terão de adaptarem para as tradições culturais indianas e chinesas. Mas ele lembra que há muitos problemas comuns, como a falta de água, a poluição e a forma adequada de utilizar os agrotóxicos.

Moniz relata que o projeto é atualizado anualmente desde 2004 para atender as várias mudanças de informação. Todo o kit esta dividido em 15 capítulos formatados para atender as necessidades dos alunos da 6º série. Dentro do material os jovens encontram temas como água, energia, agricultura sustentável entre outros.

Um dado importante indicado pelo executivo é que os professores têm em média 15 horas aula para trabalhar todo o conteúdo ao longo de 5 meses dentro do currículo escolar facilitando as discussões e a interação dos alunos com as informações.

Outro diferencial é que além das crianças o projeto Escola no Campo também capacita os professores possibilitando uma replicação dos conceitos em outras turmas ao longo dos anos.

Egídio Moniz está empolgado com a possibilidade de levar este projeto para outros países, mas não descuida da qualidade do conteúdo para os jovens brasileiros. Segundo ele neste ano todos os kits já estão prontos e devem atingir 40 mil crianças em todo o Brasil.

swssinfo, Alvaro Bufarah, São Paulo

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