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Queda-de-braço entre clandestinos e autoridades

A situação pode degenerar-se - arquivo

(Keystone)

Na católica cidade de Friburgo, dezenas de trabalhadores clandestinos ocupam igreja há mais de 2 meses e meio, exigindo "regularização coletiva" de sua situação no país. Eles acabam de recusar novas condições propostas pelo Conselho Paroquial para evitar despejo pela polícia. Na Suíça há 300 mil trabalhadores ilegais.

Trezentos mil é, de fato, a cifra que se avança para os "sans-papiers" (sem documentos), ou seja, pessoas que vivem e trabalham ilegalmente na Suíça. As autoridades estão conscientes do problema, mas fecham os olhos.

Com o passar do tempo a situação pode tornar-se insustentável. Número crescente de trabalhadores - muitos dos quais se encontram há muitos anos no país - sentem-se injustiçados. E começaram a reivindicar seus direitos, a começar pela regularização de sua situação, o que já evitaria serem explorados, recebendo salários de miséria.

Presença simbólica rejeitada

O fenômeno não é novo, mas está se expandindo. Há dois casos de ocupações semelhantes em duas outras cidades, também na Suíça de expressão francesa e pode-se alastrar à Suíça de língua alemã. No momento, porém, é a ocupação de igreja em Friburgo (igreja St-Paul) que focaliza as atenções.

Oitenta e quatro pessoas participam do protesto. E decidiram na terça-feira, 21/8 rejeitar proposta do Conselho Paroquial de manter, como "presença simbólica", apenas 5 pessoas na igreja, em sistema de rodízio. Exigem que sejam 30, até porque 21 dos manifestantes não têm domicílio. E pedem encontro com o Conselho dia 23 "para discutir o caso".

Quebra-cabeça para as autoridades

A solução mais simples para as autoridades é mandar a polícia desalojar os « sans-papiers » e , se necessário, prender os mais renitentes. O problema é que os clandestinos têm simpatia de boa parte da população e de alguns políticos. O prefeito responsável procura evitar violência e os manifestantes não parecem dispostos a se deixarem dobrar facilmente.

O dilema é ainda maior para o governo central, a única autoridade com competência para regularizar a situação dos clandestinos. O que mais receia é a afluência de estrangeiros, estimulados por condições facilitads de visto de trabalho.

swissinfo com agências.


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