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Reforço contra o dinheiro sujo

O controle das transações duvidosas será reforçado através da informática Keystone Archive

Os bancos deverão avaliar melhor a credibilidade do cliente e controlar sistemáticamente as transações de risco.

Este conteúdo foi publicado em 09. julho 2002 - 20:51

A Comissão Federal de Bancos (CFB), órgão do controle do sistema bancario e financeiro na Suíça, quer reforçar o aparelho legislativo na luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

O projeto, que entrou terça-feira (09/7) na fase de consultas, é baseado na lei em vigor sobre a lavagem de dinheiro mas exige um melhor controle das transações consideradas duvidosas. Isso significa que a lei em vigor, tida como exemplar, ainda tem falhas.

Categorias de risco

Para facilitar a tarefa dos bancos, a CFB elaborou um catálogo de riscos, nada além dos que os bancos ainda não saibam: domicílio do cliente, atividade profissional, tipos de transações, importância das somas, origem e destino do dinheiro etc.

« Constatamos que os bancos contentam-se geralmente em denunciar (red. como manda a lei) casos claros de lavagem de dinheiro mas têm dificuldade em identificar casos duvidosos", afirma Urs Zulauf, sub diretor da CFB.

"Com os critérios claramente estabelecidos, os bancos terão a obrigação de exercer um controle mais rígido", acrescenta Zulauf. Significa que os bancos não deverão apenas recolher informações fornecidas pelo cliente mas também verificá-las.

Vigilância informatizada

Para poder cumprir as novas exigencias, se aprovadas, os bancos deverão dotar-se de programas capazes de controlar sistemáticamente todas as transações de risco.

Quando o cliente tiver responsabilidades políticas, os diretores dos bancos terão uma responsabilidade maior. A intenção é evitar escândalos de desvio de verbas públicas depositadas em bancos suíços.

A CFB também visa identificar as transações ligadas ao terrorismo, verdadeira obsessão depois dos atentados do 11 de setembro, sob pressão dos Estados Unidos.

Os bancos serão obrigados a comunicar às autoridades todos os eventuais indícios de organizações terroristas.

Segundo a CFB, o projeto é conforme ao que vem sendo discutido a nível internacional. "Ao exigir mais informações sobre a clientela de risco, a legislação suíça terá regras mais severas que outras praças financieras", afirma Urs Zulauf.

A fase de consultas do projeto vai até setembro e deve entrar em vigor dentro de um ano.

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