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Polícia britâncica estabelece cordão de isolamento durante operação em Manchester

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O nível de alerta terrorista no Reino Unido foi rebaixado neste sábado de "crítico" para "grave" pela primeira-ministra Theresa May, após os progressos na investigação sobre o ataque de Manchester (noroeste da Inglaterra), com um total de onze suspeitos detidos.

A Polícia britânica publicou na noite deste sábado fotos de Salman Abedi com boné e mochila, registradas por uma câmera de segurança na noite do atentado praticado com a ativação de um artefato explosivo, e pediu a colaboração de testemunhas para reconstituir sua trajetória nos quatro dias que antecederam o ataque.

Ressaltando o "grande número de operações policiais" e o avanço nas investigações, a primeira-ministra, Theresa May, indicou em Downing Street que a Inteligência britânica decidiu rebaixar o "nível de ameaça terrorista de crítico para grave".

Isto significa que um atentado é "altamente provável", mas não "iminente". O alerta atingiu seu nível máximo na terça-feira após o atentado de Manchester, que matou 22 pessoas e feriu 116 na segunda-feira à noite depois de um show da cantora pop americana Ariana Grande.

Silêncio em Wembley

O ataque foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), que cometeu uma série de atentados na Europa nos últimos tempos, enquanto tem sofrido importantes derrotas em seus territórios na Síria e no Iraque.

Theresa May pediu, no entanto, aos britânicos que "permaneçam vigilantes" num fim de semana prolongado. Ela afirmou que o exército continuará sob alerta nos próximos três dias em razão dos muitos eventos esportivos importantes, como a final da Copa da Inglaterra de futebol e a do campeonato nacional de rúgbi.

No estádio de Wembley foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem às vítimas antes do início do jogo da final da Copa entre Chelsea e Arsenal.

Os investigadores pediram a colaboração cidadã para coletar informação sobre os fatos e os movimentos do terrorista suicida de 18 de maio, data de "seu retorno ao Reino Unido".

Segundo uma fonte próxima à família, Abedi estava na Líbia dias antes do atentado. A Polícia alemã destacou, por sua vez, que o suicida fez escala em Düsseldorf naquele momento.

Abedi, de 22 anos, tinha alugado um apartamento no centro da cidade, de onde foi ao Arena. O apartamento interessa especialmente aos investigadores, pois eles acreditam que "poderia ser o lugar onde o artefato foi montado" antes de ser usado no atentado, afirmou o comissário Ian Hopkins, encarregado de antiterrorismo Neil Basu.

Na noite deste sábado ainda havia 14 investigações em aberto, informou.

Uma delas ocorreu no bairro sul de Moss Side, frequentado pelo suicida, onde um homem foi detido no dia anterior. Um enorme cordão de isolamento foi estabelecido, enquanto um helicóptero sobrevoava a área, constatou um jornalista da AFP.

Pela manhã, a Polícia prendeu dois homens de 20 e 22 anos, após realizar uma "explosão controlada" durante uma operação no distrito de Cheetham Hill, ao norte de Manchester, segundo um comunicado.

Concerto e meia maratona

Estas novas detenções elevam a 11 o número de pessoas em prisão preventiva no Reino Unido em relação ao atentado de segunda-feira.

O pai e um dos irmãos do terrorista foram detidos na Líbia. Seu pai era membro do Grupo Islâmico Combatente Líbio (Gicl), muito ativo nos anos 1990, e opositor ao regime do ditador Muamar Kadhafi, deposto em 2011, informou na quinta-feira à AFP um encarregado da Segurança em Trípoli.

Salman Abedi tinha antecedentes criminais e integrava uma lista de suspeitos dos serviços de segurança britânicos, segundo uma fonte governamental citada pela imprensa britânica.

Paralelamente, os moradores de Manchester retomavam a vida, desafiando a tensão e o medo do terrorismo.

Na noite de sábado, um show da banda The Courteeners reuniu 50.000 pessoas no estádio do Manchester United. A Polícia pediu ao público para chegar com grande antecedência para realizar revistas exaustivas.

No domingo está prevista a disputa da meia maratona de Manchester.

AFP