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Reunião de Genebra lança o "Fundo Lula"

O presidente Lula, kofi Annan, Chirac e Lagos, sexta-feira, em Genebra

(Keystone)

O presidente francês, Jacques Chirac, provocou risos e aplausos na coletiva à imprensa, em Genebra, ao dar o nome do presidente brasileiro ao Fundo Mundial Contra a Pobreza.

Estavam presentes, além de Chirac, o presidente chileno, Ricardo lagos e o secretário geral da ONU, Kofi Anann.

"A erradicação da fome e a redução da pobreza no mundo não é uma utopia", afirmou o presidente Luis Inácio Lula da Silva, em Genebra, ao abrir a coletiva de imprensa, na sede da ONU.

Soluções concretas

"Não vim a Genebra apenas para recordar que a fome é uma arma de destruição de massa que mata 24 mil pessoas por dia e 11 crianças por minuto", afirmou o presidente Lula.

"Vim a Genebra em busca de soluções e com a firme determinação de, juntamente com os presidentes Chirac e Lagos e o secretário-geral Kofi Annan, propor ações concretas para a superação do desafio da erradicação da fome e a redução da pobreza", disse ainda o presidente Lula.

Anteriormente, ele esteve reunido por mais de duas horas com os presidentes da França, Jacques Chirac, do Chile, Ricardo Lagos, e com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Iniciativa do Brasil

Todos vieram a Genebra exclusivamente para essa reunião, por iniciativa do Brasil. O presidente Lula abriu, dirigiu e concluiu a reunião, segundo fontes que presenciaram as discussões.

O presidente Chirac, por sua vez, afirmou que são necessários novos recursos mas também uma melhor coordenação dos recursos existentes", uma crítica às atuações isoladas de agências da ONU, governos e Ongs.

O presidente chileno Ricardo Lagos afirmou "que o diagnóstico é conhecido e que é preciso encontrar recursos na globalização para combater um problema global"

"Se isso der certo", disse Lagos, é porque a idéia veio de um país que começou a lutar contra a fome", referindo-se ao Programa Fome Zero.

Relatório em setembro

Concretamente, o presidente Chirac convocou um grupo de especialistas para estudar propostas e convidou outros países a participar. O Brasil vai integrar esse grupo que deverá apresentar um relatório com propostas, em setembro.

Entre os novos recursos necessários, são citados uma taxa sobre certas transações financeiras e as vendas de armas. "Não excluo nenhuma hipótese", disse o presidente francês.

Chirac citou cifras e disse que os objetivos de redução da pobreza até 2015, fixados pelo Banco Mundial requerem 50 bilhões de dólares de ano. Comparado aos números do comércio mundial e ao PIB mundial, Chirac disse que os 50 bilhões "são uma gota d'água".

"Apoiamos a proposta de uma aliança global para combater a fome e a pobreza, pela qual os países em desenvolvimento receberão apoio contínuo aos seus esforços nacionais em prol de um desenvolvimento robusto, políticas sociais eficientes e sólidas instituições democráticas, inclusive por meio do alívio da dívida, investimento direto com capital de longo prazo e aumento da ajuda internacional, bem como por meio de um comércio mais equitativo", afirma a declaração conjunta divulgada em Genebra.

swissinfo,Claudinê Gonçalves, Genebra


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