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Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, posa com crianças durante cerimônia no Palácio Presidencial em Ancara. 23/04/2017 Murat Cetinmuhurdar/Divulgação via REUTERS

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Por Gabriela Baczynska

BRUXELAS (Reuters) - Parlamentares de um importante organismo de direitos humanos europeu colocaram a Turquia em uma lista de monitoramento nesta terça-feira, citando preocupações com o que veem como o sufocamento da dissidência e violações de direitos humanos sob o comando do presidente turco, Tayyip Erdogan, à medida que este concentra o poder em suas mãos.

A votação que iniciou o procedimento formal contra Ancara resultou em 113 votos favoráveis e 45 contrários na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. Separado da União Europeia, o conselho é um organismo de direitos humanos do qual a Turquia é membro.

A decisão pode ter um efeito colateral nas conversas sobre a filiação da Turquia à UE. Estas negociações progrediram muito pouco ao longo da última década, e mais nuvens negras se acumularam devido à operação de repressão supervisionada por Erdogan em reação a um golpe militar fracassado em julho passado.

Os laços entre a UE e Ancara se deterioraram ainda mais por conta de um referendo realizado na Turquia no início deste mês que concedeu mais poderes a Erdogan. Durante a campanha, ele acusou a Alemanha e a Holanda, países-membros da UE, de agirem como nazistas.

Parlamentares do bloco irão debater separadamente a relação com a Turquia na quarta-feira. Os ministros das Relações Exteriores da união irão abordar a situação na sexta-feira, e líderes da UE também devem trocar opiniões quando se reunirem para tratar da desfiliação britânica do bloco no sábado.

Embora a Áustria tenha liderado a iniciativa de pedir o encerramento formal das tratativas sobre o ingresso turco à UE, alguns outros integrantes do bloco estão sendo mais cautelosos devido ao temor de alienar ainda mais o país-membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), do qual a UE também depende para conter a imigração.

De todas as nações integrantes do Conselho da Europa, a Turquia foi a que teve mais casos apresentados à Corte Europeia de Direitos Humanos, e a maioria dos veredictos apontou para a ocorrência de violações.

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