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WASHINGTON (Reuters) - Um médico que avaliou diplomatas norte-americanos e canadenses trabalhando em Cuba os diagnosticou com condições sérias como lesões cerebrais traumáticas leves e danos ao sistema nervoso central, relatou nesta quarta-feira a CBS News, citando registros médicos revisados pela rede.

Os diplomatas haviam se queixado de sintomas incluindo perda de audição, náuseas, dores de cabeça e distúrbios de equilíbrio após o que foram descritos como “incidentes” que começaram a afetá-los em Havana a partir do final de 2016, informou a CBS News.

Autoridades estão investigando se os diplomatas foram alvos de alguma forma de ataque sônico direcionado contra suas casas, relatou a CBS, citando uma fonte familiar aos incidentes. A fonte disse que os incidentes continuavam a ocorrer na ilha de regime comunista e que alguns diplomatas norte-americanos haviam encurtado suas designações no país.

Perguntada sobre a reportagem da CBS, uma porta-voz do Departamento de Estado norte-americano disse que o departamento não possuía “respostas definitivas” sobre a fonte ou causa dos incidentes.

“Uma investigação sobre os incidentes está acontecendo”, disse a porta-voz.

O departamento informou anteriormente neste mês que diversos norte-americanos servindo em Cuba haviam voltado aos Estados Unidos por “razões médicas” sem risco de vida.

A porta-voz Heather Nauert disse há duas semanas que o Departamento de Estado foi informado sobre os incidentes em sua embaixada em Havana no final de 2016. Ela disse que os incidentes “causaram uma variedade de sintomas físicos” em funcionários do governo dos EUA.

Diversos cidadãos norte-americanos na embaixada foram retirados ao longo dos últimos seis meses para tratamentos de uma série de queixas. Alguns receberam subsequentemente aparelhos auditivos.

Embora Washington tenha expulsado dois diplomatas cubanos por conta dos incidentes, Cuba disse estar investigando as acusações dos EUA e que nunca iria permitir que seu território fosse usado para qualquer ação contra funcionários diplomáticos ou suas famílias.

“O governo cubano nos garantiu que também está investigando e tomando medidas apropriadas”, disse nesta quarta-feira a porta-voz do Departamento de Estado.

Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Canadá disse que o Canadá também estava trabalhando para determinar a causa.

(Por David Alexander; reportagem adicional de Yeganeh Torbati)

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Reuters