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Por Jason Rhodes
ZURIQUE (Reuters) - Cientistas anunciaram nesta segunda-feira que conseguiram provocar pela primeira vez um choque entre feixes de prótons dentro de um túnel de 27 quilômetros sob a fronteira franco-suíça, no primeiro passo para descobrir como o universo surgiu.
Os cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) esperam que nos próximos meses surjam as primeiras pistas sobre a origem do universo, conforme o maior colisor de partículas do mundo atingir seu pleno funcionamento.
"É um grande feito chegar tão longe num tempo tão curto", disse o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer, sobre a colisão, obtida com o lançamento de dois feixes de partículas subatômicas a grandes velocidades e em sentidos contrários dentro do túnel.
Faz só três dias desde que a "Máquina do Big Bang", apelido do Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), foi religada, depois do acidente que a desativou há 14 meses, apenas dez dias após sua inauguração.
Antes, o físico Steve Myers dissera à Reuters que talvez só em 2011 os feixes de prótons atingiriam a velocidade máxima dentro do experimento de 10 bilhões de dólares, que envolve cientistas de dezenas de países.
O principal objetivo das atividades nessa unidade do Cern é tentar descobrir como o universo se formou depois que uma grande explosão ("big bang") espalhou toda a matéria do universo com grande velocidade e energia, 13,7 bilhões de anos atrás. As estrelas, planetas e tudo o que existe se formaram a partir dessa matéria dispersa.
Experimentos num colisor anterior no centro de pesquisas do Cern perto de Genebra haviam conseguido realizar colisões de partículas que produziram uma energia muito próxima à do Big Bang.
Operando com sua potência máxima, o LHC poderá recriar as condições que existiam no universo 1 bilionésimo de segundo antes da explosão primordial.
Os cientistas agora pretendem aumentar a intensidade do feixe e acelerar mais os feixes, para que até o Natal eles reúnam dados suficientes sobre a colisão para ajudá-los a programar as experiências.

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Reuters