Por Patricia Zengerle

WASHINGTON (Reuters) - Hatice Cengiz, a noiva de Jamal Khashoggi, o jornalista assassinado no consulado saudita na Turquia no ano passado, disse nesta quinta-feira que não acreditava que até agora ninguém havia enfrentado as consequências legais pelo crime cometido. 

"Eu não consigo entender como o mundo ainda não fez nada a respeito disso", disse Cengiz ao subcomitê de Assuntos Internacionais da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, falando em turco através de um intérprete. 

"Eu ainda não consigo entender o sentido humano disso. Eu ainda sinto como se fosse acordar", disse em um depoimento emocionado em uma audiência sobre liberdade de imprensa internacional e sobre os perigos da cobertura jornalística sobre direitos humanos. 

Cengiz foi a última pessoa a ver Khashoggi, um morador dos Estados Unidos e colunista do jornal Washington Post, antes de sua entrada no consulado saudita em Istambul no dia 2 de outubro para obter documentos para seu casamento. 

Ele nunca deixou o edifício. 

O jornalista saudita, que tinha fontes na realeza do país e se tornou um crítico do príncipe Mohammed bin Salman, foi morto e desmembrado dentro do consulado por uma equipe de agentes sauditas, provocando uma comoção internacional.

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