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Por Mohammed Assadi
RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, recebeu na quinta-feira a recomendação de que sejam adiadas as eleições que ele marcou para janeiro e vai aceitar o conselho, disse um alto funcionário palestino nesta quinta-feira.
A Comissão Eleitoral Central, um organismo independente, disse que aconselhou Abbas a adiar a eleição porque o grupo islâmico Hamas, que governa cerca de 1,5 milhão de palestinos na Faixa de Gaza, avisara que não permitiria que estes votassem.
"Tivemos uma reunião hoje e decidimos dizer ao presidente, que foi quem convocou essas eleições, que não podemos ter as eleições na data programada por ele", disse a chefe da comissão, Hana Nasir.
Nasir disse que a comissão tentara persuadir o Hamas a permitir sua ida à Faixa de Gaza para preparar a eleição, mas que o pedido foi rejeitado pelo grupo islâmico, que é arquirrival de Abbas e seu movimento Fatah, mais secular.
O assessor presidencial disse que Abbas deve aceitar as recomendações e adiar as eleições presidencial e parlamentar que tinha programado para 24 de janeiro.
O adiamento vai evitar uma eleição que estava fadada a provocar um racha permanente no movimento palestino já profundamente dividido. Além disso, vai adiar o momento no qual Abbas pode optar por afastar-se da presidência, segundo ele próprio sugeriu.
Abbas tinha marcado a data da eleição depois de o Hamas ter se recusado a assinar uma proposta de reconciliação redigida pelo Egito após mais de um ano de mediação frustrante entre as duas facções palestinas hostis.
O pacto teria incluído a previsão de eleições para junho de 2010.
Abbas declarou em várias ocasiões que estaria disposto a adiar as eleições se o Hamas mudasse de ideia e concordasse com o pacto de reconciliação.
Até agora não há sinal de que o grupo islâmico pretende aceitar o que Abbas, na quarta-feira, repetiu ser sua mão estendida em oferta de amizade. Um porta-voz do Hamas reagiu imediatamente ao gesto, qualificando-o de "mera manobra".
Um representante do Hamas, Sami Abu Zuhri, não expressou surpresa com o adiamento da eleição.
"Trata-se de um resultado natural, devido à ausência de condições apropriadas, e é evidência da credibilidade da posição do Hamas, que rejeitou o chamado por eleições antes de ser alcançado um consenso nacional", disse ele.

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Reuters