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(Texto atualizado com mais informações
Por Golnar Motevalli e Sayed Salahuddin
CABUL (Reuters) - O candidato presidencial afegão Abdullah Abdullah desistiu no domingo de participar do segundo turno da eleição, depois de acusar o governo de não atender a suas exigências para uma eleição justa, o que deixa dúvidas sobre a legitimidade do próximo governo.
O grupo do presidente Hamid Karzai e rival de Abdullah decartou uma coalizão, eliminando esperanças de que essa pudesse ser uma saída para o impasse.
Daoud Ali Najafi, chefe da comissão eleitoral indicada pelo governo disse à Reuters que a Constituição afegã diz que o segundo turno no dia 7 de novembro tem de acontecer independentemente da decisão de Abdullah.
Um porta-voz da missão da ONU no país, Kai Eide, expressou dúvidas sobre realizar o segundo turno.
"É difícil ver como se vai fazer um segundo turno com apenas um candidato", disse o porta-voz da ONU Aleem Siddique.
"RESERVAS"
Abdullah, um oftalmologista e ex-ministro das Relações Exteriores de Karzai, disse a centenas de partidários para não boicotarem o segundo turno. Ao mesmo tempo ele indicou que não havia possibilidade de uma coalizão com Karzai no poder.
Com a voz trêmula e os olhos cheios de lágrimas, numa tenda gigante utilizada para assembléias, Abdullah disse a seus partidários que tomou essa decisão "atendendo ao interesse da nação."
"A decisão que tomei foi de não participar", disse ele mais tarde a repórteres. "Tenho sérias reservas sobre a credibilidade do processo."
Karzai era o favorito a vencer o segundo turno depois de conseguir mais votos no primeiro turno no dia 20 de agosto, sobre o qual há várias acusações de fraude. Sua equipe de campanha também disse que o segundo turno aconteceria.
"A decisão de Abdullah nos decepcionou", disse Karzai num comunicado, acrescentando que sua equipe aceitaria qualquer decisão da comissão eleitoral e de autoridades legais.
O Afeganistão vem passando por semanas de incerteza política, na qual a segurança também vem sendo uma preocupação importante, depois de o Taliban ter prometido que vai criar obstáculos para o segundo turno eleitoral.
Com o futuro político do Afeganistão em questão, o presidente Barack Obama também está pesando a decisão de enviar ou não até 40 mil soldados adicionais ao país. Obama se reuniu com seus altos líderes militares na sexta-feira, dentro de um processo de revisão da estratégia para o Afeganistão.

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Reuters