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Membros de equipes de emergência resgatam vítimas de acidente no metrô em Moscou 15/7/2014. REUTERS/Sergei Karpukhin

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Por Andrey Kuzmin

MOSCOU (Reuters) - Pelo menos 20 pessoas morreram e mais de 120 ficaram feridas nesta terça-feira quando uma composição do metrô de Moscou descarrilou entre duas estações durante a hora de mais movimento pela manhã, num dos piores acidentes no sistema de trens subterrâneos nos últimos anos na cidade.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que está no Brasil para a cúpula das grandes economias emergentes (Brics), ordenou uma investigação do acidente, que provavelmente vai provocar novos questionamentos sobre a segurança dos transportes no país. Não há suspeita de atentado de militantes, motivo de dezenas de mortes no metrô de Moscou em outros anos.

Passageiros feridos eram levados para fora das estações em macas, ensanguentados e com ataduras. Helicópteros transportavam para o hospital as vítimas em estado mais grave. Os passageiros estavam em estado de choque ou gritando quando levados para a superfície pelas equipes de socorro.

"Até o momento são 12 mortos", disse aos repórteres uma autoridade do Ministério das Emergências no local.

Três vagões saíram dos trilhos de uma composição que trafegava a 70 quilômetros por hora entre as estações de Bulevar Slaviansky e Parque Pobedy por volta de 8h35 (1h35 no horário de Brasília) em Moscou, que tem um dos metrôs mais movimentados do mundo. Investigadores disseram que uma elevação repentina na tensão elétrica pode ter provocado a parada do trem, fazendo com que diversos vagões saíssem dos trilhos.

"Ele brecou muito de repente. As luzes se apagaram e havia muita fumaça", contou um homem, com o nariz ensanguentado, em declaração à TV Rossiya-24.

As equipes de resgate retiraram mais de 1.000 pessoas da área do acidente, segundo o Ministério das Emergências.

O Comitê Investigativo indicou que houve 20 mortes e a agência russa de notícias Itar-Tass informou, citando uma fonte no Ministério da Saúde, que 129 pessoas ficaram feridas, das quais 42 em estado grave.

(Reportagem adicional de Tatiana Ustinova)

Reuters