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A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU) Samantha Power fala com a imprensa após reunião do Conselho de Segurança da ONU na sede da organização em Manhattan, Nova York, nos EUA 19/12/2016 REUTERS/Andrew Kelly

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Por Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - Um acordo entre o Irã e potências mundiais para limitar o programa nuclear de Teerã está funcionando e o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, seria sábio em preservá-lo, disse nesta sexta-feira a embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Samantha Power, que está deixando o cargo.

Trump, que tomará posse em uma semana, ameaçou revogar o pacto com os iranianos ou tentar obter um acordo melhor.

"Nós, que vemos a ameaça que o Irã representa, por meio de suas ações desestabilizadoras na região e por meio de seu apoio ao terrorismo, seria muito sábio preservar o acordo que nega a eles armas de destruição em massa", disse Power a jornalistas.

"Fomos bem-sucedidos em garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares... está funcionando", disse ela sobre o acordo com o Irã firmado também por Reino Unido, França, Alemanha, China, Rússia, EUA e União Europeia.

Pelo acordo, a maioria das sanções impostas pela ONU foram levantadas há um ano. Mas o Irã ainda está sujeito a um embargo de armas da ONU e outras restrições, que não são tecnicamente parte do acordo nuclear.

A ONU manifestou preocupação ao Conselho de Segurança que o Irã tenha violado o embargo de armas ao fornecer armas e mísseis para o grupo xiita libanês Hezbollah, de acordo com um relatório confidencial, visto pela Reuters no domingo.

O documento, no entanto, afirma que no ano passado a ONU "não recebeu nenhum relato de fornecimento, venda, transferência ou exportação da República Islâmica do Irã de itens com relação nuclear contrárias" à resolução do Conselho de Segurança que baliza o acordo.

Power disse que é importante que o governo Trump seja "muito forte" em garantir o cumprimento do acordo e "denunciar as violações de normas internacionais que ocorram fora dos quatro cantos do acordo".

"É importante que a comunicação continue", disse ela.

Reuters