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CAIRO (Reuters) - Israel abrandou suas exigências para uma troca de prisioneiros com o Hamas, e os dois inimigos estão perto de fecharem um acordo para a troca de centenas de detentos palestinos por um soldado israelense que está sendo mantido refém na Faixa de Gaza, disseram autoridades na segunda-feira.
Uma delegação do Hamas, o grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, foi ao Egito para uma reunião planejada com autoridades de segurança egípcias no Cairo para discutir o acordo, que vem sendo mediado pelo Egito e pela Alemanha.
Autoridades próximas das negociações disseram que Israel concordou em incluir na troca pelo soldado israelense Gilad Shalit cerca de 160 prisioneiros cuja libertação vinha sendo vetada até agora.
Shalit foi capturado por militantes palestinos que entraram em Israel em 2006 por um túnel, vindos da Faixa de Gaza. Israel vem condicionando qualquer afrouxamento importante de seu bloqueio ao território à devolução do soldado.
"O episódio Shalit está perto de ser encerrado", disse uma das autoridades.
Fontes de ambos os lados disseram à Reuters que há esperanças de que um acordo possa ser fechado até o final da semana, quando começa o festival muçulmano de Eid al-Adha.
Em Jerusalém, funcionários do governo israelense se negaram a comentar as perspectivas de um acordo com o Hamas, grupo que rejeita as exigências ocidentais de que reconheça Israel, renuncie à violência e aceite os acordos de paz israelo-palestinos interinos.
"Os esforços para conseguir a libertação de Gilad Shalit continuam e estão sendo feitos longe dos holofotes da mídia. Não pretendemos dar qualquer outra declaração a esse respeito", disse o gabinete do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em comunicado à imprensa.
Fontes próximas às negociações disseram que o Hamas, na primeira parte do acordo, entregará Shalit ao Egito, e Israel libertará entre 350 e 450 prisioneiros.
Em um sinal de flexibilidade por parte do Hamas, disseram as fontes, o grupo concordou que alguns dos presos libertados devem partir para o exílio, e não retornar a Gaza ou à Cisjordânia.
Mais presos serão libertados quando Shalit for transferido do Egito para Israel, e outras libertações ainda levariam várias semanas adicionais para serem concluídas.
As autoridades que informaram sobre o assunto disseram que árabes que possuem cidadania israelense estão entre os 160 prisioneiros mais recentemente previstos para serem soltos. Israel vinha fazendo objeções à inclusão de árabes israelenses na troca.
As pressões vêm se intensificando sobre o governo israelense para demonstrar flexibilidade em uma troca de prisioneiros, mesmo que isso signifique libertar militantes encarcerados por planejarem alguns dos atentados suicidas mais mortais cometidos por palestinos em Israel.
Em meio às especulações crescentes sobre a proximidade de fechamento do acordo, os pais de Gilad Shalit reuniram-se na segunda com o negociador chefe de Israel, em contatos indiretos com o Hamas.
Em 2 de outubro Israel libertou 20 mulheres palestinas em troca de um vídeo comprovando que Shalit, de 23 anos, está vivo.

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Reuters