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Manifestantes demonstram apoio a Evelyn Hernandez, em San Salvador 10/07/2017 REUTERS/Jose Cabezas

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Por Anastasia Moloney

BOGOTÁ (Thomson Reuters Foundation) - Advogados em El Salvador que representam uma adolescente que eles alegam ter sofrido um aborto espontâneo e ter sido presa injustamente pelo assassinato de seu filho dizem que vão recorrer a decisão esse mês, em um caso que joga luz sobre a rígida proibição de aborto do país.

Evelyn Beatriz Hernandez, de 19 anos, foi condenada a 30 anos de prisão no início desse mês por homicídio qualificado por uma juiza que decidiu que a adolescente induziu o próprio aborto, que é considerado um crime no país centro-americano.

Evelyn, uma estudante do ensino médio de uma comunidade rural pobre, disse que foi estuprada e que não percebeu que estava grávida até que começou a entrar em trabalho de parto em um banheiro no ano passado.

O aborto é um crime em El Salvador desde 1997, mesmo em casos de estupro, incesto, quando a vida da mulher está em risco ou quando o feto sofre de alguma má formação.

O advogado de Evelyn, Dennis Munoz, disse que um recurso será apresentado até o fim de julho argumentando que as evidências foram manipuladas e que não há provas de que a adolescente tentou matar o filho.

"Isso é crueldade absoluta. É uma decisão terrível", disse Munoz, um dos muitos advogados trabalhando para libertar a jovem.

Evelyn está entre as dezenas de mulheres que acredita-se terem sido presas injustamente em El Salvador nas últimas duas décadas por desafiar a proibição do aborto, de acordo com o grupo de direitos humanos local, Grupo de Cidadãos para a Descriminalização do Aborto.

Reuters