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Por Noah Barkin
BERLIM (Reuters) - A corrupção no setor público no Afeganistão piorou nos últimos dois anos, e agora só a Somália está em pior situação, segundo o novo Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado anualmente pela entidade Transparência Internacional.
O relatório, apresentado na terça-feira, mostra o dilema de governos ocidentais, como o dos EUA, na colaboração com o presidente Hamid Karzai, cuja recente reeleição foi marcada por suspeitas de fraude.
"Exemplos de corrupção variam de cargos públicos à venda e justiça por um preço a propinas diárias em troca de serviços básicos", disse a Transparência sobre o Afeganistão. "Isso, junto com a explosão do comércio de ópio --que também está ligado à corrupção-- contribui com a tendência negativa na nota do país no IPC."
O índice vai de 0 a 10, sendo que notas mais baixas indicam maior percepção de corrupção por parte de especialistas e líderes empresariais de pelo menos dez instituições, entre elas Banco Mundial, Economist Intelligence Unit e Fórum Econômico Mundial.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Somália foi apontada como o país mais corrupto, com nota 1,1. O país vive uma violenta guerra civil, que já matou cerca de 19 mil civis, e o governo controla apenas poucos quarteirões da capital, Mogadíscio.
No caso do Afeganistão, a nota do país caiu de 1,8 em 2007 e 1,5 em 2008 para 1,3 em 2009. Na segunda-feira, o governo cedeu às pressões ocidentais e anunciou a criação de um novo órgão para investigar casos de corrupção em altos escalões.
Mianmar (nota 1,4), Iraque e Sudão (ambos com 1,5) completam a lista dos cinco países considerados mais corruptos.
Na outra ponta, os destaques foram Nova Zelândia (nota 9,4), Dinamarca (9,3), Cingapura e Suécia (ambos com 9,2). O Brasil aparece em 75o lugar, com nota 3,7. Em 2008, o Brasil havia tido nota 3,5, em 80o lugar.
Uma das maiores quedas no ranking foi do Irã (de 2,3 para 1,8), onde em junho houve denúncias de fraude na eleição presidencial.
A turbulência política contribuiu também com uma queda da Ucrânia (de 2,5 para 2,2). A Grécia caiu de 4,7 para 3,8, refletindo falhas no combate à corrupção, demoras na Justiça e diversos escândalos corporativos que a Transparência identificou como sinais de uma "fragilidade sistêmica".

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Reuters