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WASHINGTON (Reuters) - Uma agência reguladora do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) disse que está planejando analisar como o decreto do presidente norte-americano, Donald Trump, que suspende temporariamente a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos EUA, está sendo implementado.

A revisão do decreto de sexta-feira está sendo planejada "em resposta a uma solicitação congressional e denúncias", disse o Escritório do Inspetor-Geral (OIG) do DHS em um comunicado emitido no final da quarta-feira.

A agência reguladora também irá averiguar "a atenção do DHS a ordens dos tribunais e a alegações de má conduta individual de parte do funcionalismo do DHS", disse o comunicado. "Se as circunstâncias o justificarem, o OIG irá estudar incluir outros temas que possam emergir durante o curso da análise".

O decreto desencadeou protestos generalizados e confundiu viajantes de todo o mundo, além de provocar várias contestações legais, em particular por causa da detenção ou proibição inicial de viagens de moradores legais e permanentes dos EUA munidos de green cards.

O DHS tem como política não comentar investigações do OIG.

Na terça-feira, na Califórnia, um juiz federal de Los Angeles determinou que o governo Trump deve permitir o ingresso de imigrantes que receberam a liberação inicial para entrar nos EUA, apesar do decreto.

Os Estados de Massachusetts, Nova York, Virgínia e Washington também contestaram a medida.

A gestão Trump defendeu o decreto como crítico para a segurança nacional.

No domingo, o DHS disse que os portadores de green cards terão permissão de embarcar em voos com destino aos EUA e passarão por uma verificação na chegada depois que diretrizes revisadas da Casa Branca disseram que eles não necessitam de liberação para entrar no país.

O comunicado do OIG informou que o escritório irá fornecer um relatório final ao secretário de Segurança Interna, John Kelly, ao Congresso e ao público depois de sua revisão, mas não disse quanto tempo esta irá demorar.

(Por Julia Edwards Ainsley e Eric Walsh)

Reuters