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Ahmed Kathrada, discursa durante funeral de Nelson Mandela em Qunu 15/12/2013 REUTERS/Odd Andersen/Pool

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CIDADE DO CABO (Reuters) - O veterano ativista antiapartheid sul-africano Ahmed Kathrada, que foi condenado à prisão perpétua juntamente com Nelson Mandela e se tornou um crítico explícito do presidente Jacob Zuma, morreu nesta terça-feira aos 87 anos de idade.

Conhecido afetuosamente como "Tio Kathy", o ícone da luta pela libertação, que passou 26 anos na cadeia durante o governo do apartheid, havia sido hospitalizado em Johanesburgo neste mês na sequência de uma operação para aliviar um coágulo de sangue no cérebro.

A fundação de Kathrada disse que sua condição se deteriorou rapidamente e que uma pneumonia atingiu seus dois pulmões, anunciando seu falecimento às 6h locais.

Zuma comunicou que Kathrada será homenageado em um enterro de Estado oficial e que até lá as bandeiras serão hasteadas a meio mastro nos escritórios do governo.

O arcebispo Desmond Tutu, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, disse que Kathrada ajudou a inspirar a confiança do mundo na longa batalha da África do Sul contra o domínio da minoria branca.

"Que Ahmed descanse em paz e ascenda em glória", disse Tutu em um comunicado. "Que ele possa desfrutar de muitas taças celestiais de chocolate quente com seus velhos amigos e camaradas."

Kathrada, que dedicou a vida a combater a injustiça racial do governo de minoria branca do país, também foi um dos líderes mais graduados do partido governista Congresso Nacional Africano (CNA) a criticar Zuma à medida que as alegações de corrupção governamental cresciam.

No ano passado, Kathrada escreveu uma carta aberta pedindo que Zuma renunciasse após uma série de escândalos, do uso de dinheiro dos contribuintes para reformar sua residência rural até a desestabilização dos mercados financeiros por mudar de opinião bruscamente em reuniões de gabinete.

Filho de imigrantes indianos nascido na pequena cidade de

Schweizer-Reneke, na província de North West, pouco antes da Grande Depressão de 1929, Kathrada se envolveu na política aos 12 anos, quando distribuiu panfletos da Jovem Liga Comunista da África do Sul.

Após décadas de ativismo, Kathrada recebeu uma pena de prisão perpétua e trabalhos forçados em 1964, assim como sete outros membros do CNA, como Mandela, Walter Sisulu e Govan Mbeki, ao ser considerado culpado no julgamento de traição de Rivonia.

Preso aos 34 anos, Kathrada passou os 18 anos seguintes no setor de segurança máxima da prisão mais famosa dos tempos do apartheid, a de Robben Island, a poucos quilômetros do litoral da Cidade do Cabo.

Ele foi transferido para a prisão de Pollsmoor em 1982 e libertado no dia 15 de outubro de 1989 aos 60 anos, tendo passado pouco mais de 26 anos preso.

(Por Wendell Roelf; reportagem adicional de Joe Brock)

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Reuters