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BERLIM (Reuters) - A Alemanha deportou um recorde de 80 mil imigrantes que tiveram asilo negado no ano passado e este número deve crescer novamente em 2017 à medida que a chanceler Angela Merkel busca ganhar apoio de eleitores conservadores antes da eleição em setembro, informou à Reuters uma autoridade de alto escalão.

Peter Altmaier, chefe de gabinete de Merkel, disse ao jornal Bild am Sonntag que quase metade dos 700 mil pedidos de asilo feitos em 2016 foram rejeitados, indicando outro recorde de deportações neste ano.

Para acalmar conservadores críticos à decisão de Merkel de 2015 de abrir as fronteiras alemãs para refugiados, líderes de seu partido, a União Democrata-Cristão (CDU), têm pedido mais deportações de imigrantes cujos pedidos foram negados ou estrangeiros que cometeram crimes.

Altmaier disse ser importante enviar estas pessoas para seus países para manter o alto nível de apoio público ao sistema de asilo. A Alemanha recebeu mais de um milhão de imigrantes nos últimos 18 meses, muitos deles fugindo de conflitos na Síria, Iraque e Afeganistão.

Os que buscam asilo devem mostrar que enfrentam perseguição no país de origem. Muitos dos pedidos são rejeitados, mesmo com permissão de estadia temporária, uma prática que os conservadores de Merkel querem minimizar.

"Enviamos de volta 80 mil no ano passado cujos pedidos foram rejeitados. Isso é um recorde", disse Altmaier. "E o número irá crescer mais. Havia cerca de 700 mil pedidos de asilo em 2016 e quase 300 mil foram rejeitados. Iremos enviar estas pessoas para seus países rapidamente porque, se não o fizermos, iremos danificar nossa credibilidade como um país baseado no Estado de direito".

Merkel há tempos argumenta que o país precisa manter suas portas abertas para pessoas que sofrem perseguição, enquanto seu partido irmão na Baviera, a União Social-Cristã (CSU), quer um limite de 200 mil refugiados por ano.

Merkel recusou esta demanda e, como resultado da disputa, os dois partidos perderam apoio antes da eleição de 24 de setembro.

 

(Reportagem de Erik Kirschbaum)

Reuters