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Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, durante reunião de gabinete em Berlim 02/08/2017 REUTERS/Hannibal Hanschke

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WASHINGTON (Reuters) - A Alemanha e a Europa querem impedir que as novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia levem a uma nova "era do gelo" entre Moscou e o Ocidente, disse o ministro das Relações Exteriores alemão, Sigmar Gabriel, nesta terça-feira.

Gabriel contou ter conversado com o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, sobre as sanções durante uma reunião em Washington, acrescentando estar agradecido por o presidente dos EUA, Donald Trump, ter concordado em coordenar medidas adicionais com aliados de Washington.

"Nós, como europeus, temos grandes temores de que isto tenha consequências indesejadas para a Europa. Não queremos destruir completamente nossas relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor energético", disse Gabriel.

Neste mês Trump aprovou novas sanções contra Moscou devido à anexação russa da península ucraniana da Crimeia em 2014 e pelo que as agências de inteligência dos EUA dizem ter sido uma interferência russa na eleição presidencial norte-americana, acusação que a Rússia nega.

Gabriel criticou os EUA pela medida, dizendo que as novas medidas punitivas expõem empresas europeias envolvidas em projetos de energia na Rússia a multas por violarem a lei norte-americana.

A ministra alemã da Economia, Brigitte Zypries, até pediu que a União Europeia retalie contra os EUA se as sanções mais recentes contra a Rússia acabarem penalizando empresas alemãs.

O chanceler disse que os líderes europeus temem que as novas punições não só tenham consequências econômicas, mas que também possam "levar a uma nova era do gelo entre a Rússia e os Estados Unidos e o Ocidente".

Apesar das preocupações da Europa com as sanções, Gabriel insistiu que Moscou precisa fazer sua parte para implantar um frágil acordo de cessar-fogo em vigor no leste da Ucrânia, incluindo a retirada de armas pesadas.

"Isso seria um ponto de partida para relações melhores", opinou Gabriel.

(Por Andrea Shalal)

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Reuters