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Advogado Zannah Mustapha concede entrevista à Reuters em Abuja 8/5/2017 REUTERS/Afolabi Sotunde

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ABUJA (Thomson Reuters Foundation) - Algumas das alunas de Chibok, na Nigéria, sequestradas há três anos por militantes islâmicos do Boko Haram se recusaram a ser parte de um grupo de 82 jovens libertadas no fim de semana, disse nesta segunda-feira um mediador envolvido na libertação.

Os militantes libertaram no sábado 82 alunas das mais de 200 que sequestraram em abril de 2014 no nordeste da Nigéria em troca de prisioneiros.

O mediador e advogado Zannah Mustapha disse que algumas das jovens sequestradas se recusaram a voltar para casa, gerando temores de que tenham sido radicalizadas pelos jihadistas, e podem se sentir com medo, vergonha ou até mesmo poderosas demais para voltar para suas vidas antigas.

“Algumas garotas se recusaram a retornar... Eu nunca conversei com uma das garotas sobre suas razões”, disse Mustapha, de 57 anos, que agiu como intermediário nas negociações recentes entre o governo da Nigéria e o Boko Haram.

“Como mediador, não é parte da minha função forçá-las (a voltar para casa)”, disse à Thomson Reuters Foundation na capital Abuja.

O retorno das 82 jovens no sábado marcou a segunda libertação de um grupo de alunas de Chibok pelo Boko Haram – com ambos acordos mediados pela Suíça e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha – após 21 jovens serem libertadas em outubro.

Algumas outras escaparam ou foram resgatadas e acredita-se que 113 das garotas ainda estejam sendo mantidas pelo Boko Haram. 

(Por Adaobi Tricia Nwaubani)

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Reuters