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Por Anthony Esposito

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Uma aliança de oposição do México quer implantar uma renda básica universal para combater a pobreza que afeta as vidas de quase metade da população, defendendo uma reforma experimental debatida globalmente como solução para a perda de empregos para a automação.

O Partido de Ação Nacional, de centro-direita, e o Partido da Revolução Democrática, de centro-esquerda, estão dividindo a chapa com o Movimento Cidadãos (MC), de esquerda, na próxima eleição presidencial de julho, e o plano é uma parte central de seu manifesto.

Autoridades da aliança dizem que os detalhes da proposta ainda estão sendo delineados, mas seus contornos estão emergindo.

Uma renda básica de 10 mil pesos (equivalente a 537 dólares) por ano para todos, inclusive crianças, poderia ser proporcionada consolidando fundos e programas de assistência social federais, estaduais e municipais, disse Jorge Álvarez, parlamentar do MC que trabalha no plano, à Reuters em uma entrevista recente.    "Se você multiplicar isso por quatro ou cinco, que é o tamanho típico de uma família mexicana, tem uma renda anual de 40 mil a 50 mil pesos por família", afirmou Álvarez, acrescentando que o pagamento às crianças poderia ser condicionado à matrícula escolar.

Lar de Carlos Slim, o homem mais rico da América Latina, o México é rico em petróleo e minerais, pode se gabar de uma grande base manufatureira e tem a 15a maior economia do mundo – mas a pobreza teima em vitimar mais de 40 por cento da população há décadas.

A Coneval, agência de desenvolvimento social do governo, define a pobreza como uma pessoa viver com não mais de 2.925 pesos por mês nas cidades e 1.892 pesos em áreas rurais. A agência também leva em conta outros fatores, como acesso à saúde e à educação.

Receber entre 40 mil e 50 mil pesos por família seria possível "sem aumentar impostos", sustentou Álvarez.

Mas a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) argumenta que proporcionar uma renda básica incondicional a todos com idade para trabalhar faria pouco para combater a pobreza se a iniciativa não for financiada por impostos adicionais.

A ideia de uma renda básica universal tem ganhado popularidade devido à robotização crescente da força de trabalho. A Finlândia tem um projeto-piloto para testar se pagamentos incondicionais poderiam servir como uma alternativa plausível ao modelo de assistência social.

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Reuters