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Vice-almirante Robert Harward em visita a Zaranj, no Afeganistão. Foto divulgação. 6/1/2011

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Por John Walcott e Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - Um membro do alto escalão da Marinha dos Estados Unidos que serviu a James Mattis, secretário de Defesa do presidente norte-americano, Donald Trump, é o favorito para substituir Michael Flynn depois que o conselheiro de segurança nacional renunciou devido à pressão causada por suas conversas com um diplomata russo, disseram duas autoridades dos EUA nesta terça-feira.

O vice-almirante Robert Harward, que foi vice-comandante do Comando Central dos EUA sob Mattis, provavelmente irá suceder Flynn, disseram os funcionários, falando sob condição de anonimato, enquanto a Casa Branca corre para conter a repercussão da saída abrupta de um dos principais assessores do presidente.

Flynn se demitiu no final da segunda-feira por causa das revelações de que debateu as sanções de seu país à Rússia com o embaixador russo nos EUA antes de Trump tomar posse, uma ação possivelmente ilegal, e por ter enganado o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, a respeito das conversas.

A partida de Flynn ocorre depois de dias de especulações segundo as quais ele poderia ser forçado a sair.

O general aposentado do Exército e ex-funcionário de inteligência entregou o cargo horas depois de uma reportagem informar que o Departamento de Justiça alertou a Casa Branca semanas atrás de que ele poderia estar vulnerável a chantagens devido às suas conversas com Sergei Kislyak antes de Trump ser empossado em 20 de janeiro.

Perder seu conselheiro de segurança nacional depois de três semanas na função é um constrangimento para o novo mandatário republicano, que fez da segurança nacional uma de suas maiores prioridades.

Trump, um empresário rico, jamais havia exercido um cargo público, e suas primeiras semanas no Salão Oval vem sendo marcadas por tropeços e polêmicas, em particular o decreto que impôs uma proibição temporária à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos EUA.

Flynn, apoiador de primeira hora de Trump, era grande defensor de uma postura mais branda com o presidente russo, Vladimir Putin, e sua saída do cargo essencial pode prejudicar os esforços de seu agora ex-chefe para aquecer as relações com Moscou.

As agressões da Rússia na Ucrânia e na Síria e a oposição dos republicanos no Congresso à remoção de sanções a Moscou tornam qualquer tentativa de aproximação de Putin por parte de Washington problemática.

Reuters