Por Gopal Sharma

KATMANDU (Reuters) - O Nepal deve tornar obrigatórios o treinamento e a experiência no alpinismo de altitude nas escalaras do Everest e em outros picos, decidiu um painel do governo na quarta-feira, após a temporada mais mortal dos últimos quatro anos. 

Onze alpinistas morreram ou desapareceram na montanha de 8.850 metros de altitude em maio --nove no lado nepalês e dois no lado tibetano do monte. 

O painel nepalês --composto por autoridades do governo, especialistas em alpinismo e agências representante da comunidade do alpinismo-- foi estabelecido depois que alpinistas e guias criticaram autoridades após as mortes, causadas em parte pela prática de permitir a subida até o pico do Everest à qualquer pessoa disposta a pagar 11 mil dólares. 

O Nepal tem oito das 14 montanhas mais altas do mundo, incluindo o Everest, e o alpinismo é uma importante fonte de emprego e renda para o modesto país asiático. 

Mas os números de vítimas entre os que tentavam subir a montanha em maio levou a uma superlotação da chamada zona da morte, onde os níveis de oxigênio no ar são baixíssimos. A aglomeração colocou vidas em risco enquanto os cilindros de oxigênio se esgotavam entre as mais de 100 pessoas que esperavam na fila. 

O Nepal emitiu 381 permissões para o Everest neste ano para a temporada de escaladas, que tende a culminar no mês de maio, quando o clima e a duração da luz do dia são mais favoráveis para a prática. 

"O governo agora terá de fazer as mudanças requeridas nas leis e regulações que guiam o alpinismo", disse Ghanshyam Upadhyaya, autoridade do Ministro do Turismo, acrescentando que as recomendações serão implementadas. 

(Reportagem de Gopal Sharma) 

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