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Por Jon Herskovitz
SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte aumentou a tensão regional às vésperas de uma visita do presidente dos EUA, Barack Obama, à Ásia, ao provocar na terça-feira um pequeno confronto naval com a Coreia do Sul.
Eis algumas implicações do incidente, que parece ser uma tentativa calculada e limitada do Norte para ampliar o seu poder de barganha.
* O Norte aparentemente busca sacudir a região e chamar a atenção antes da chegada de Obama à Ásia, mas não quer dar um passo que desencadeie um conflito grave.
* O incidente não deve degringolar para um conflito com implicações mais sérias para as economias regionais. Os mercados verão o incidente como um lembrete da ameaça representada pelo Norte, mas dificilmente isso afetará de imediato as decisões sobre investimentos.
* O Norte quer fortalecer seu poder de barganha antes de uma visita a Pyongyang de Stephen Bosworth, enviado especial dos EUA, prevista pela imprensa sul-coreana para acontecer nas próximas semanas.
* A Coreia do Norte ainda não parece ter se decidido a voltar às negociações multilaterais sobre sua atividade nuclear, onde poderia abrir mão de parte do seu programa de armas atômicas em troca de ajuda e prestígio.
* As potências regionais podem pressionar a Coreia do Norte mantendo o país um pouco mais nos seus problemas econômicos, exacerbados por sanções da ONU adotadas para punir o país por um teste nuclear de maio. As sanções cortaram um fluxo financeiro gerado pela venda de armas ao exterior, e prejudicaram os planos de Pyongyang para reconstruir a economia estatal até 2012.
* Pyongyang pode pressionar as potências regionais com mais medidas provocativas, o que pode incluir o lançamento de mísseis de curto alcance, testes com mísseis balísticos, a reativação do reator nuclear de Yongbyon e até mesmo um novo teste nuclear.

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Reuters