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Por Rosimarie Francisco

MANILA (Reuters) - Milhares de pessoas fugiram de suas casas nas Filipinas nesta terça-feira com a chegada do tufão mais forte a atingir o território do país neste ano, que em sua passagem arrancou árvores e provocou a queda da energia elétrica ao dirigir-se diretamente à capital Manila.

Partes das Filipinas ainda se recuperam do Tufão Haiyan, um dos maiores ciclones conhecidos a alcançar terras em qualquer lugar do mundo, o qual matou mais de 6.100 pessoas no ano passado, muitas delas em situações similares a tsunamis. Milhões de pessoas ficaram desabrigadas.

O tufão Rammasun, com rajadas de até 160 quilômetros por hora e ventos constantes de 130 quilômetros por hora perto de seu epicentro, tocou terra na ilha de Rapu-Rapu, na província oriental de Sorsogon, disse a agência climática local.

O tufão deve cruzar a principal ilha das Filipinas, Luzón, com uma velocidade de 19 quilômetros por hora e o olho da tempestade provavelmente atingirá a capital no começo da manhã de quarta-feira (horário local).

“O vento é muito forte, estamos realmente sendo castigados”, disse Joey Salceda, governador da província de Albay, em uma entrevista na televisão, acrescentando prever grandes perdas econômicas, em vez de mortes.

A província ordenou o esvaziamento de áreas costeiras e de baixa altitude, assim como vilas com riscos de deslizamentos.

A Tropical Storm Risk, que avalia a dimensão desse tipo de evento, elevou o Rammasun para tufão categoria três, em uma escala de um a cinco, onde cinco é a mais severa. Ele deve trazer chuvas de demoradas a intensas de até 20 mililitros por hora em um raio de 500 quilômetros.

É a tempestade mais forte a ameaçar o país desde o Haiyan, um “super tufão” de categoria cinco, que destruiu quase tudo em seu caminho ao cruzar o centro das Filipinas em novembro.

A tempestade seria a primeira em quatro anos a atingir diretamente Manila.

Autoridades da área de emergências disseram que pelo menos 300 mil pessoas haviam deixado suas casas apenas na província de Albay, e 6.000 passageiros de barcas ficaram confinados nos portos após a guarda costeira ter suspendido as viagens.

Cerca de 40 províncias, cidades e municípios da ilha de Luzón, incluindo a capital, suspenderam todas as atividades de escolas e faculdades. Trinta voos domésticos e internacionais foram cancelados, disse Alexander Pama, chefe da agência nacional de prevenção de desastres.

As províncias de Albay e Camarines Sur declararam estado de calamidade, segundo autoridades, o que lhes permitirá liberar fundos de ajuda à população.

O presidente Benigno Aquino disse que as forças armadas estavam em alerta total.

“Eu reitero: o objetivo tem que ser minimizar vítimas e as dificuldades de nosso povo”, disse Aquino.

(Reportagem adicional de Erik dela Cruz, Karen Lema, e Siegfrid Alegado)

Reuters