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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da China, Xi Jinping, na propriedade Mar-a-Lago, na Flórida, nos Estados Unidos. 06/04/2017 REUTERS/Carlos Barria

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Por Ryan Woo e Sanjeev Miglani

PEQUIM/ NOVA DÉLHI (Reuters) - Quando Donald Trump foi eleito em novembro, o Dalai Lama disse estar disposto a se encontrar com o novo presidente dos Estados Unidos, mas desde então Trump vem se aproximando do presidente da China, Xi Jinping, tornando menos provável que o homem que Pequim vê como um separatista receba um convite para visitar a Casa Branca no futuro próximo.

Há tempos os EUA reconhecem o Tibet como parte da República Popular da China e não apoiam a independência tibetana, mas isso não impediu todos os presidentes norte-americanos do passado recente antes de Trump de se encontrarem com o líder espiritual tibetano exilado.

Os EUA são amplamente vistos como a última grande potência ocidental que vem tendo reuniões com o Dalai Lama apesar das objeções de Pequim, que argumenta que tais encontros fomentam o separatismo.

Em reuniões anteriores os EUA expressaram seu apoio à proteção dos direitos humanos dos tibetanos na China e pediu conversas formais entre Pequim e o Dalai Lama e seus representantes.

Em uma coletiva de imprensa de rotina em Pequim nesta sexta-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, reiterou que a China repudia resolutamente que qualquer país estrangeiro permita visitas do Dalai Lama ou que qualquer autoridade estrangeira tenha qualquer forma de contato com ele.

O porta-voz não disse se seu país solicitou especificamente que Trump não se encontre com o Dalai Lama.

Uma porta-voz do Departamento de Estado norte-americano e uma autoridade da Casa Branca encaminharam a Reuters ao escritório do Dalai Lama quando indagadas se o líder espiritual tibetano e seus representantes pediram uma reunião com Trump e se tal encontro foi planejado.

"Sua Santidade deveria ir (aos EUA) em abril, mas foi adiado", disse Lobsang Sangay, chefe do governo tibetano no exílio, à Reuters.

A viagem foi remarcada para junho devido ao cronograma intenso dos meses anteriores, que deixou o Dalai Lama fisicamente exausto, disse Sangay, acrescentando que Washington não será parte do itinerário de junho.

O escritório do Dalai Lama ainda não procurou Trump para combinar um encontro, informou.

O Dalai Lama está adotando uma postura mais cautelosa em relação a qualquer reunião com o líder norte-americano, disse uma fonte a par do pensamento do vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1989.

Desde dezembro Trump conversou com Xi por telefone e pessoalmente e disse ter desenvolvido um relacionamento forte com o líder chinês.

(Reportagem adicional de Charlotte Greenfield, em Wellington; Ben Blanchard, em Pequim; Douglas Busvine, em Nova Délhi; e David Brunnstrom e Matt Spetalnick, em Washington)

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