RIAD (Reuters) - O vice-ministro da Defesa da Arábia Saudita, príncipe Khalid bin Salman, acusou o Irã, nesta quinta-feira, de ordenar um ataque de drone a unidades de produção de petróleo sauditas pelo qual a milícia iemenita Houthi, aliada a Teerã, assumiu a responsabilidade.

O ataque "prova que estas milícias são meramente uma ferramenta que o regime do Irã usa para implantar sua agenda expansionista", tuitou o príncipe, um dos filhos do rei Salman.

"Os atos terroristas, ordenados pelo regime de Teerã e realizados pelos houthis, estão apertando o nó nos esforços políticos em andamento", acrescentou.

Os houthis, que combatem uma coalizão militar liderada pelos sauditas no Iêmen há quatro anos, disseram ter realizado os ataques contra o oleoduto Leste-Oeste na terça-feira, o que causou um incêndio, mas Riad disse que eles não interromperam a produção ou as exportações.  

Outras autoridades sauditas dispararam tuítes semelhantes, aumentando a pressão sobre o arqui-inimigo regional do reino em meio à tensão crescente entre Washington e Teerã em função das sanções e da presença militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.

"Os houthis são uma parte integral das forças da Guarda Revolucionária do Irã e obedecem às suas ordens, como provaram visando instalações no reino", tuitou o ministro de Estado para as Relações Exteriores, Adel al-Jubeir.

O embaixador do Iêmen deu sequência escrevendo que os houthis "fizeram do Iêmen uma plataforma para o terrorismo iraniano contra os iemenitas e seus interesses, e uma ferramenta para atacar a Arábia Saudita".

A coalizão, que recebe armas e inteligência de nações ocidentais, realizou ataques aéreos nesta quinta-feira dentro e ao redor da capital Sanaa, controlada pelos houthis. Ela interveio em 2015 para restabelecer o governo iemenita reconhecido internacionalmente.

O ataque de drone ocorreu dois dias depois que quatro embarcações, incluindo dois navios-tanque sauditas, foram danificadas por sabotagem no litoral dos Emirados Árabes Unidos. Os outros navios eram um navio-tanque de derivados de petróleo registrados na Noruega e uma chata com bandeira dos Emirados.

Os Emirados não culparam ninguém pelo incidente, que está sendo investigado e do qual o Irã se distanciou. Na quarta-feira, o ministro de Estado para as Relações Exteriores, Anwar Gargash, disse que os Emirados mostraram comedimento e que estão comprometidos a acalmar os ânimos.

Autoridades dos EUA acreditam que o Irã incentivou os houthis ou milícias xiitas sediadas no Iraque a cometerem o ataque, disseram duas fontes do governo norte-americano.

(Por Asma Alsharif em Dubai)

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