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Presidente da Síria, Bashar al-Assad. 10/02/2017 SANA/Handout via REUTERS

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BEIRUTE (Reuters) - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que o decreto anti-imigração de seu colega norte-americano, Donald Trump, que impede a entrada de sírios nos Estados Unidos visou terroristas, e não o povo de seu país, parecendo defender a lógica da medida em uma entrevista exibida nesta quinta-feira.

No mês passado, Trump emitiu um decreto presidencial impondo uma proibição temporária à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, entre eles a Síria, nos EUA, além do banimento de todos os refugiados sírios por tempo indeterminado – medida desde então suspensa por um juiz.

"É contra os terroristas que se infiltrariam entre alguns dos imigrantes rumo ao Ocidente. E isso aconteceu. Aconteceu na Europa, principalmente na Alemanha", disse Assad na entrevista à rádio Europe 1 e à televisão TF1, gravada em inglês na terça-feira.

"Acho que o objetivo de Trump é evitar a chegada destas pessoas". Não é "contra o povo sírio", afirmou.

Trump disse que seu decreto, que desencadeou protestos em casa e no exterior e confusão em aeroportos norte-americanos e internacionais, almeja impedir que militantes ingressem nos EUA. Seu governo está questionando o veredicto que o suspendeu, e que na semana passada foi mantido por juízes de um tribunal de apelações.

O governo de Assad vem criticando países ocidentais com frequência devido a seu apoio a grupos rebeldes sírios, todos eles vistos por Damasco como terroristas, e alertou que tal endosso irá provocar ataques de militantes em todo o mundo.

Trump ainda não elaborou uma política clara para a Síria, mas indicou que pode suspender o auxílio de Washington aos grupos insurgentes e disse que quer reparar os laços com a Rússia, cujo presidente, Vladimir Putin, é o maior aliado internacional de Assad.

Indagado diretamente se a política imigratória de Trump é correta, Assad não respondeu. Ele também disse que ainda não sabe qual será a política de Trump para a Síria.

(Por Angus McDowall)

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Reuters