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Kim Jong Nam visto no aeroporto de Pequim em fotografia de 2007. 11/02/2007 Kyodo/via REUTERS/Files

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Por Rozanna Latiff e Joseph Sipalan

KUALA LUMPUR (Reuters) - O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, disse nesta segunda-feira que a investigação de seu governo sobre o assassinato de Kim Jong Nam, meio irmão do líder da Coreia do Norte, será "imparcial", à medida que tensões aumentaram entre os países.

Anteriormente nesta segunda-feira, a Malásia disse ter chamado de volta seu enviado a Pyongyang e convocou o embaixador norte-coreano em Kuala Lumpur, que novamente colocou dúvidas sobre a imparcialidade da investigação da Malásia sobre o assassinato e disse que a vítima não é Kim Jong Nam.

"Não temos razão para fazer algo para prejudicar a imagem da Coreia do Norte, mas seremos imparciais", disse Najib a repórteres na capital da Malásia, Kuala Lumpur.

Imagens do circuito interno de segurança obtidas pela Reuters aparentam mostrar Kim Jong Nam sendo atacado no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur na segunda-feira da semana passada por uma mulher, que acreditam ter usado um veneno de ação rápida contra Kim Jong Nam.

A Reuters não pôde verificar de forma independente a autenticidade do vídeo e autoridades policiais não estavam imediatamente disponíveis para comentários.

Kim Jong Nam, de 46 anos e que vivia no território chinês de Macau sob proteção de Pequim, havia falado publicamente contra o controle da dinastia familiar sobre a Coreia do Norte.

Deputados sul-coreanos disseram na semana passada, segundo a agência de espionagem do país, que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, havia emitido uma "ordem permanente" para o assassinato de seu meu irmão e que houve uma tentativa fracassada em 2012.

A polícia da Malásia busca quatro norte-coreanos que deixaram o país no mesmo dia do ataque, já tendo detido um homem norte-coreano, uma mulher vietnamita e uma mulher indonésia, além de um homem da Malásia.

Ao menos três dos quatro norte-coreanos procurados pegaram um voo da Emirates de Jacarta para Dubai no dia do ataque, disse uma autoridade da imigração da Indonésia à Reuters.

O jornal Star, da Malásia, relatou que todos os quatro voltaram à Coreia do Norte.

A Coreia do Norte tentou impedir a Malásia de conduzir uma autópsia, insistindo que o corpo fosse entregue. O enviado norte-coreano em Kuala Lumpur acusou autoridades de "atrasarem" a liberação do corpo.

"No momento, não podemos confiar na investigação da polícia da Malásia", disse o embaixador Kang Chol a repórteres após conversas no Ministério das Relações Exteriores.

Reuters