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Confronto entre Forças Democráticas da Síria e militantes do Estado Islâmico, em Raqqa 15/08/2017 REUTERS/Zohra Bensemra

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BEIRUTE (Reuters) - Um assessor do presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que a guerra no país que já dura seis anos está perto do fim, uma vez que Estados estrangeiros estão reduzindo a ajuda aos rebeldes, e prometeu que o governo confrontará toda e qualquer força "ilegítima", seja turca ou norte-americana.

Bouthaina Shaaban disse que o fato de a Síria estar organizando a Feira Internacional de Damasco pela primeira vez durante o conflito "envia a mensagem de que a guerra acabou... e que estamos no início do caminho para a reconstrução".        

Com ajuda do poderio aéreo da Rússia e milícias apoiadas pelo Irã, Damasco fortaleceu seu controle sobre a maior parte do oeste muito povoado do país. Agora o governo marcha para o leste rumo à região de Deir al-Zor, próxima da fronteira com o Iraque.

A guerra, que matou centenas de milhares de pessoa, chegou a seu "penúltimo estágio" no momento em que as potências estrangeiras que apoiam os rebeldes estão mudando suas políticas, disse Shaaban em comentários feitos à rede de televisão libanesa Al-Mayadeen e reproduzidos pela agência estatal de notícias Sana na quinta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cortou o apoio da CIA aos grupos insurgentes que lutam para depor Assad. A Turquia, uma das maiores apoiadoras dos rebeldes há tempos, tampouco prioriza mais a derrubada de Assad, procurando consertar seus laços com a Rússia e conter a expansão curda próxima de sua fronteira.

"Assim como derrotamos o terrorismo, combateremos qualquer presença ilegítima em nossa terra, sejam os Estados Unidos ou a Turquia", disse Shaaban. "E este é um dos desafios que enfrentaremos na hora certa e do jeito certo".

As forças dos EUA situadas no norte sírio estão ajudando milícias lideradas pelos curdos a expulsarem militantes do Estado Islâmico da cidade de Raqqa. Washington também tem uma guarnição no deserto do sudeste da Síria, perto de um cruzamento rodoviário estratégico na fronteira com o Iraque, para ensinar os insurgentes a combaterem o Estado Islâmico.

(Por Ellen Francis)

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Reuters